O Movimento Independente Unir para Fazer e o Partido Socialista recusam a proposta para a contração de um assessor em regime de avença para apoio à presidência da Câmara de Ílhavo.
O tema esteve em debate na primeira reunião do executivo em 2026 e o escolhido é Pedro Mortágua Soares, já em trabalho na autarquia desde o início do mandato.
Sócio Gerente da empresa “Cidade Social” é apresentado como o homem certo para dar apoio à execução de políticas na área social e do desporto, por ser especializado na área desportiva mas os argumentos não convenceram os vereadores da oposição.
Repete-se um quadro vivido no mandato anterior.
O PS mantém com Rui Dias argumentos aduzidos no mandato liderado por João Campolargo.
Sónia Fernandes entende que as necessidades de pessoal, quando identificadas, devem ser colmatadas com recurso a processo concursal e integração no quadro (com áudio)
A abertura de procedimento por consulta previa foi chumbada pela oposição.
A contração de um assessor do Presidente da Câmara de Ílhavo para a “gestão e melhoria contínua” durante o mandato autárquico 2025/2029 acabou por abrir debate alargado sobre “tarefas” e “enquadramento político”.
A maioria, liderada por Rui Dias, apresentou Pedro Mortágua como um homem da casa, habituado a colaborar com o Município e que neste mandato irá garantir apoio à gestão nas áreas social e desportiva.
Foram apontadas ainda atribuiçoes na aplicação do roteirómetro, mecanismo que permite aos eleitores acompanhar a aplicação do programa eleitoral da AD, sufragado pelos eleitores.
Tomado como escolhido de uma consulta prévia ainda por lançar o procedimento levantou dúvidas e críticas junto dos três vereadores eleitos pelo movimento Unir para Fazer.
João Semedo diz que monitorizar o roteirómetro não se enquadra em funções técnicas de cariz social.
Associa a medida a questões eleitorais lembrando que Mortágua Soares esteve envolvido na campanha da AD.
Alega que chefe de gabinete e adjunta podem garantir esse apoio ao nível do gabinete duvidando do argumento que aponta para necessidades de apoio técnico.
Para o UpF trata-se de apoio político questionando a legitimidade para o exercício de funções desde o primeiro dia de mandato, sem qualquer formalidade (com áudio)
Voto contra dos 4 vereadores da oposição obriga a maioria a encontrar novo formato para integrar Pedro Mortágua Soares na estrutura.
O coordenador da empresa “Cidade Social” é apresentado como especialista no apoio a autarquias de norte a sul do país e com experiência de trabalho com a Câmara de Ílhavo.
Rui Dias afirma tratar-se de um recurso com valências importantes que servem o interesse da autarquia.
Sobre o recurso a avença justifica com um vinculo indexado ao mandato libertando a autarquia de compromissos ao final de quatro anos.
Quanto às tarefas no apoio à aplicação do “Roteirómetro” refere que incluiu esse ponto em nome da transparência (com áudio)
Um debate que “balançou” entre a gestão dos últimos quatro anos, sob a liderança de João Campolargo, e as posições assumidas pela oposição, com o PS a manter a sua versão do mandato 2021/2025, o UpF a substituir o PSD nos argumentos da oposição e a nova maioria a assumir os apelos de uma “maioria limitada nos recursos” tal como tinha feito João Campolargo há quatro anos.
UpF e PS aconselham a nova maioria a reforçar o quadro de pessoal por concurso, caso identifique necessidades permanentes e admitem ser necessário acelerar a abertura de concursos num município que tem registado baixas entre os seus quadros com a nova maioria a tentar fixar esses quadros e garantir estabilidade governativa.
Campolargo reagiu às críticas sobre o aumento de custos no mandato anterior com o quadro de pessoal.
O antigo autarca explica que se trata de atualizações salariais decorrentes das avaliações e de novas competências assumidas pela autarquia.