O Presidente da Câmara da Feira confessa preocupação com o impacto social e profissional do encerramento da fábrica de calçado da Ecco que coloca 632 trabalhadores em situação de desemprego.
Amadeu Albergaria falou ao jornal Economia Online para salientar que a autarquia está a “aferir as consequências da decisão, em diálogo com a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Estado“.
O autarca revela surpresa pela informação e assume estar “muito preocupado” com as consequências para a economia regional.
“Estamos preocupados, mas determinados em contribuir para encontrar respostas a esta situação”, garante o edil.
Entretanto, o PCP reage ao anunciado encerramento da fábrica de calçado Ecco, em Santa Maria da Feira, que leva ao desemprego 632 trabalhadores.
Encerramento da unidade fabril surge no seguimento de um processo de reestruturação global do grupo e o consequente despedimento coletivo de 632 trabalhadores.
Esta unidade fabril, que labora em Portugal há mais de 40 anos e é uma das maiores produtoras de calçado, já terá tido vários processos de despedimento coletivo mas agora encerra.
Os partidos questionam o Governo sobre o acompanhamento do processo e as medidas para mitigar os efeitos do encerramento.
O grupo parlamentar do PCP já dirigiu perguntas ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Questiona o Governo sobre o conhecimento do processo de encerramento da empresa, bem como se estão reunidos todos os requisitos legais para a concretização do despedimento colectivo.
“É fundamental perceber também se o Governo tomará diligências no sentido de assegurar a laboração da unidade fabril e a manutenção dos postos de trabalho”, declara ainda o PCP.