O PS pede esclarecimentos ao Governo sobre encerramento da fábrica da ECCO em Santa Maria da Feira e quer salvaguarda dos 632 postos de trabalho
Os deputados do Partido Socialista questionaram o Governo sobre o encerramento anunciado da fábrica de calçado anunciado hoje pela multinacional.
Nas perguntas dirigidas ao Ministro da Economia e da Coesão Territorial e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados socialistas eleitos por Aveiro, a que se juntam os coordenadores setoriais da Economia e do Trabalho, pedem esclarecimentos sobre as razões que estão na origem desta decisão e querem conhecer as medidas que o Governo pretende adotar para minimizar os seus impactos económicos, industriais e sociais.
A fábrica da ECCO, inaugurada em 1984, foi a primeira unidade industrial do grupo fora da Dinamarca e manteve mais de quatro décadas de atividade em Portugal, assumindo um papel relevante na indústria nacional do calçado, na capacidade exportadora e na criação de emprego em Santa Maria da Feira.
Os deputados sublinham que o encerramento representa uma “perda muito significativa para a economia local e nacional, não apenas pelo impacto direto sobre centenas de trabalhadores e respetivas famílias, mas também pela destruição de capacidade industrial, conhecimento técnico e competências especializadas acumuladas ao longo de décadas”.
Deputados exortam governo a “procurar alternativas” que permitam preservar a atividade industrial e os postos de trabalho e garantir que os trabalhadores abrangidos dispõem de respostas concretas para enfrentar esta situação.
Nesse sentido, perguntam ao Governo que contactos foram estabelecidos com a administração da ECCO para conhecer as razões que fundamentam o encerramento, bem como sobre a eventual atribuição de apoios públicos, nacionais ou europeus, à empresa ou a sociedades do grupo.
Querem ainda saber que diligências serão desenvolvidas para avaliar alternativas ao encerramento, incluindo a possibilidade de entrada de novos investidores ou de transferência da exploração para outro operador económico, e que medidas serão adotadas para minimizar os prejuízos para o setor do calçado.
Os deputados questionam ainda o Governo sobre o calendário previsto para o encerramento e exigem garantias de que todos os direitos laborais serão integralmente respeitados e que o processo decorrerá em conformidade com a legislação.
Pretendem também conhecer as medidas concretas que serão mobilizadas através do IEFP, nomeadamente ao nível da formação profissional, requalificação e reintegração no mercado de trabalho, bem como a eventual criação de um plano específico de apoio aos trabalhadores afetados.
O PS pede esclarecimentos ao Governo sobre encerramento da fábrica da ECCO em Santa Maria da Feira e quer salvaguarda dos 632 postos de trabalho
Os deputados do Partido Socialista questionaram o Governo sobre o encerramento anunciado da fábrica de calçado anunciado hoje pela multinacional.
Nas perguntas dirigidas ao Ministro da Economia e da Coesão Territorial e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados socialistas eleitos por Aveiro, a que se juntam os coordenadores setoriais da Economia e do Trabalho, pedem esclarecimentos sobre as razões que estão na origem desta decisão e querem conhecer as medidas que o Governo pretende adotar para minimizar os seus impactos económicos, industriais e sociais.
A fábrica da ECCO, inaugurada em 1984, foi a primeira unidade industrial do grupo fora da Dinamarca e manteve mais de quatro décadas de atividade em Portugal, assumindo um papel relevante na indústria nacional do calçado, na capacidade exportadora e na criação de emprego em Santa Maria da Feira.
Os deputados sublinham que o encerramento representa uma “perda muito significativa para a economia local e nacional, não apenas pelo impacto direto sobre centenas de trabalhadores e respetivas famílias, mas também pela destruição de capacidade industrial, conhecimento técnico e competências especializadas acumuladas ao longo de décadas”.
Deputados exortam governo a “procurar alternativas” que permitam preservar a atividade industrial e os postos de trabalho e garantir que os trabalhadores abrangidos dispõem de respostas concretas para enfrentar esta situação.
Nesse sentido, perguntam ao Governo que contactos foram estabelecidos com a administração da ECCO para conhecer as razões que fundamentam o encerramento, bem como sobre a eventual atribuição de apoios públicos, nacionais ou europeus, à empresa ou a sociedades do grupo.
Querem ainda saber que diligências serão desenvolvidas para avaliar alternativas ao encerramento, incluindo a possibilidade de entrada de novos investidores ou de transferência da exploração para outro operador económico, e que medidas serão adotadas para minimizar os prejuízos para o setor do calçado.
O BE considera tratar-se de mais um “golpe numa fábrica” que já passou por várias reduções de pessoal.
Relembra que em março de 2023, a Ecco anunciou o corte de 42 postos de trabalho (JN, 6 de março de 2023) e, em março de 2024, o despedimento de 54 trabalhadores (Lusa/Jornal de Negócios, 22 de março de 2024).
Em ambos os casos, a justificação foi uma reestruturação para garantir competitividade.
Perante a crise ecónomica e social que o país atravessa, o Bloco de Esquerda encara com preocupação este despedimento que irá criar um cenário de precariedade para a região.
“Solidário”, o BE vai questionar o Governo para saber se “tem conhecimento da situação e se a Autoridade para as Condições do Trabalho e a DGERT estão a acompanhar o caso. É preciso apurar que apoios públicos, nacionais ou comunitários, recebeu a empresa e se este despedimento é compatível com os compromissos então assumidos”.
Pede ainda intervenção da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e as restantes autarquias da região com residentes empregados na Ecco “preparem desde já planos de emergência social, com prontidão para apoiar as famílias que venham a precisar”.
O LIVRE Aveiro manifesta “profunda preocupação” com o anúncio do encerramento da fábrica da ECCO, em São João de Ver, Santa Maria da Feira, que afeta 632 trabalhadores e as suas famílias.
Perante o potencial impacto social e económico desta decisão, o LIVRE Aveiro apela ao executivo municipal para que assuma um papel ativo de mediação, em articulação com os representantes dos trabalhadores, a empresa e as entidades, procurando alternativas que permitam preservar o emprego, a atividade industrial, e a proteção dos direitos dos trabalhadores.
O LIVRE Aveiro considera fundamental que a “Câmara Municipal de Santa Maria da Feira promova o diálogo entre as partes e procure, juntamente com as entidades competentes, soluções para assegurar a continuidade da atividade produtiva, além de precaver desde já respostas sociais aos trabalhadores e respetivas famílias”.