“Esta presença serve para dizer que estes trabalhadores não estão sozinhos" - BE sobre ação na ECCO.

Uma delegação da Comissão Política do Bloco de Esquerda vai estar, esta manhã, em contacto com trabalhadores da Fábrica de Calçado ECCO com encerramento anunciado na Feira.

O BE vai ao encontro dos trabalhadores esta quarta, às 10h30, em manifestação de solidariedade em São João de Ver.

A delegação do partido é composta por José Soeiro, ex-deputado e especialista em questões laborais, e por Eduardo Couto, coordenador do Bloco de Esquerda no distrito de Aveiro, ambos em representação da Comissão Política.

“Esta presença serve para dizer, de forma clara, que estes trabalhadores não estão sozinhos. Atrás de cada despedimento há uma família que fica sem rendimento certo, um contrato de crédito à habitação que continua a correr e uma comunidade inteira que sente o impacto". 

"Num território onde a indústria tem um peso enorme no emprego, o encerramento de postos de trabalho nunca é um assunto que se resolva só dentro da empresa”, declara o BE que pretende dar voz às preocupações dos trabalhadores e levar as suas questões ao Governo.

“Queremos saber que apoios públicos recebeu a ECCO nos últimos anos, seja através de fundos europeus, incentivos ao investimento, benefícios fiscais ou outros mecanismos, e que contrapartidas foram exigidas em matéria de manutenção do emprego. Quem recebe dinheiro público tem responsabilidades acrescidas, e os portugueses têm o direito de saber como esse dinheiro foi usado”.

O BE quer garantias de cumprimento das obrigações legais no processo de despedimento, desde os procedimentos exigidos por lei até ao pagamento integral de salários, compensações e créditos em dívida.

E vai pedir ao Governo que assegure, através dos serviços competentes, nomeadamente a Autoridade para as Condições do Trabalho, o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

“Pugnamos, a par do sindicato que representa este trabalhadores, ainda que sejam atribuídas compensações superiores ao mínimo legal exigível”.

Para as autarquias reserva papel de apoio social e do IEFP e da Segurança Social espera aposta séria e rápida na reconversão e na formação profissional.