Artigo de Opinião

AMEAÇA 3

04.11.202618:15
Dá que pensar

AMEÇA 3

Dá que pensar, qual a dimensão da ameaça com o crescimento da dívida pública e privada em particular no Mundo Ocidental.

Entre dois mil e oito e dois mil e dez, uma gravíssima crise financeira com origem no crédito imobiliário, foi remediada pelos bancos centrais ao taparem os buracos deixados pelo crédito sem cobrança, que teve início nos Estados Unidos e que alastrou por todo o lado. Com a desvalorização dos salários o dito sonho americano resolvia-se com crédito acessível, em particular na compra da habitação, mas a bolha rebentou e os lixos financeiros passaram para as finanças públicas. Entretanto criaram-se as cripto-moedas com a dita virtude de não serem controladas pelo Estado. Tem havido pontuais baixas de pressão, mas a dúvida é, quando e como a “cripto-bolha” vai rebentar.

O estímulo ao investimento empresarial privado, reside muito na baixa dos impostos, que o eventual crescimento económico acabaria por compensar. Só que os crescimentos económicos continuam fracos e assim também resulta num Estado financeiramente fraco, pelo que, ou corta nos gastos ou aumenta a dívida com mais custos com juros e amortizações. Ainda por cima com o aumento das despesas militares, temos cortes acentuados nas áreas sociais, que motivam a revolta nas ruas e nas urnas de voto, enfraquecendo a Democracia. Como se não bastasse temos aí as inevitáveis consequências da profunda alteração no mercado do trabalho e na organização e funcionamento das empresas, com a introdução da Inteligência Artificial, mas que nenhum Estado vai querer afoguentar com impostos. Os Estados Unidos e a União Europeia nunca estiveram tão endividados, sendo que o endividamento não é para preparar o futuro, mas para sobreviver no presente. Se não estamos perante uma ameaça… dá que pensar.