Chega reage à presença da PJ na autarquia com pedido de reunião de emergência.

O Chega pede o agendamento de reunião com Luís Souto para recolher “toda a informação e elementos adicionais” aos que já possuiu sobre o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso.

Com a investigação a entrar nas portas da autarquia, o Chega reclama a liderança do processo de contestação.

Diogo Machado, vereador na autarquia, lembra que o caso é sério uma vez que desde as primeiras eleições autárquicas pós-25 de Abril, que ocorreram em 1976, “nunca a Câmara Municipal de Aveiro foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária, cumprindo ordens do Ministério Público, evidentemente”.

Defende que sempre contestou o plano e que as garantias de tranquilidade dos autarcas não são suficientes.

“Somos nós, Vereador e Deputados Municipais do CHEGA em Aveiro, quem pode estar completamente tranquilo. A nossa posição quanto ao processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso sempre foi pública, meridianamente cristalina e despida de tibiezas ou nebulosas. É por isso e em consequência disso que podem os Aveirenses estar, também, tranquilos”.

Diogo Machado lembra que em reunião pública de Câmara em que se discutiu a revogação do PP do Cais do Paraíso propôs que o assunto só fosse objecto de deliberação após as conclusões do inquérito do Ministério Público.

“Só assim se tomaria a boa decisão, só assim conseguiríamos avaliar e ponderar todos os elementos que devem, sempre e em cada momento, suportar e sustentar a boa gestão da coisa pública”.

A revogação em reunião de Câmara e o posterior chumbo dessa decisão deram nova vida ao PP do Cais do Paraíso com os votos da maioria.

Diogo Machado aponta aos deputados municipais.

“Por este comportamento, terão de assumir todas as responsabilidades que eventualmente lhes vierem a ser exigidas, desde logo por mim, enquanto Vereador, pelo Grupo Municipal do CHEGA na Assembleia Municipal e, enfim, por quaisquer entidades e/ou instituições com poder para tal, caso se venham a descobrir, destapar, encontrar irregularidades ou ilegalidades, como suspeita o Ministério Público e o DIAP do Porto”.