Ílhavo: Assembleia Municipal aprova Relatório e Contas.

A Assembleia Municipal de Ílhavo aprovou Relatório e Contas da autarquia referente a 2025.

Decisão tomada por maioria, com 21 votos favoráveis de PSD, CDS, Chega e Unir para Fazer e quatro abstenções do PS.

Noite de debate na Assembleia Municipal de Ílhavo.

O fecho de ciclo político da anterior maioria independente mereceu análise a partir de números, repescou o quadro eleitoral do final de 2025 e apresentou os argumentos sobre as vias seguidas no desenvolvimento e sobretudo sobre a fórmula encontrada para financiar obras de reabilitação.

Num município marcado pela pressão de tesouraria enquanto decorrerem obras PRR, a aplicação do programa eleitoral vencedor marcou o debate.

Rui Dias fala em gestão já “auditada” nas eleições de Outubro de 2025, deixando claro que as suas opções até poderiam levar às mesmas obras de reabilitação mas com fontes de financiamento diversificadas, acentuando a dependência do Município das obras PRR.

O autarca assegura que os compromissos assumidos serão cumpridos na íntegra (com áudio).

Da anterior maioria, o desafio foi lançado para que a autarquia explicasse que obras deixaria cair.

Pinto Reis abriria ainda um sub-capítulo no debate sobre a gestão de fluxos financeiros, a aplicação dos adiantamentos dos fundos do PRR como garantia para a votação final.

Deixou ainda nota sobre o agravamento de custos lembrando que na transferência de competências na educação o Estado se obrigava a entregar as escolas em boas condições remetendo para negociações com o poder central essa “derrapagem”.

Da bancada do PS, que optou pela abstenção, surge o aviso aos novos governantes.

Sérgio Lopes lembra que a situação financeira é positiva e não pode ser usada como desculpa para o arrastamento de projetos.

Recorda o exemplo dado no final do mandato anterior com o eleitorado a penalizar uma gestão prudencial que não foi além das obras PRR.

Sérgio Lopes entende que esse deve ser assumido como “aviso laranja”.

Da parte do PSD, Margarida Alves admite que, sendo positiva, a situação financeira tem vindo a alterar-se.

Argumenta que a instabilidade internacional, a inflação e o aumento de custos vai invariavelmente repercutir-se na gestão municipal.

Carlos Pedro Ferreira, do CDS, apresenta uma visão mais voltada para o futuro.

Faz a defesa do documento contabilístico depositando confiança em quem tem essas competências – técnicos municipais e revisor oficial de contas – e prefere olhar para a frente.

O vogal independente, eleito pelo CDS, encontra mais urgência na contratação de empréstimo bancário que vai permitir desafogar a tesouraria (com áudio resumo de Unir, PS, PSD e CDS))

O autarca de Ílhavo acentuou a confiança colocada nos técnicos da autarquia e no Revisor Oficial de Contas lamentando que estivesse a ser insinuada alguma flexibilização no uso das verbas.

Rui Dias afirma que nesta fase é fácil falar das responsabilidades do Governo com as escolas sem ter garantido, na altura certa, essas condições nos contratos de financiamento das obras.

O autarca admite que o calendário é apertado mas não será “alibi” para não cumprir o programa (com áudio).