Aveiro: "Transformar a Beira-Mar num cenário artificial é comprometer o seu futuro e empobrecer a cidade” - IL.

A Iniciativa Liberal diz que Luís Souto Miranda não tem respostas para a desertificação do bairro da Beira Mar e que aceita resignado a vocação ao serviço do turismo.

Reação da IL a uma declaração do autarca durante o São Gonçalinho.

Souto recusa uma visão fraturante e pede que seja evitada a diabolização de um setor importante para a economia da cidade.

Fala em, "dinâmicas " próprias da economia (áudio Diário de Aveiro).

A Iniciativa Liberal de Aveiro critica essa posição do Presidente da Câmara Municipal, Luís Souto que, perante a perda continuada de habitantes e o esvaziamento da vida comunitária do bairro, justifica o fenómeno como uma “dinâmica complexa”.

A IL lamenta o discurso que aceita como inevitável a “transformação num espaço predominantemente dedicado ao lazer noturno e ao turismo, uma Disneyland para adultos”.

“Esta atitude revela conformismo político, ausência de visão estratégica e falta de coragem para tomar decisões estruturais em defesa da cidade e dos seus residentes”.

Em nota divulgada esta quarta, o partido Liberal rejeitou a ideia de que o futuro da Beira-Mar deva ser o de um bairro convertido em “corredor de bares, alojamentos locais e consumo turístico”.

“Essa opção representa uma visão curta, economicamente frágil e socialmente irresponsável, que destrói aquilo que torna Aveiro diferenciadora: uma cidade viva, com comunidades enraizadas, identidade própria e património humano. Não existe turismo sustentável sem moradores. Não existe autenticidade sem vida quotidiana. Transformar a Beira-Mar num cenário artificial é comprometer o seu futuro e empobrecer a cidade”.

Defende que a autarquia deve assumir “políticas ativas” de fixação de população.

“Isso implica assumir escolhas, algo que o atual Executivo começa evidenciar estar constantemente a evitar”.

A IL defendeu durante a campanha a deslocalização de pólos de animação noturna para a área da antiga lota como forma de aliviar a pressão sobre os bairros históricos.