IMPLOSÃO
IMPLOSÃO
Dá que pensar, a perda de interesse nas principais causas e desafios que a Humanidade enfrenta e seguimos o rumo da devastação.
Não passaram muitos anos quando os governantes de todo o Mundo, impulsionados por uma opinião pública consciente das bases científicas que exigiam urgência de medidas para travar o aquecimento global, se reuniam para se definir objetivos, mesmo chocando com interesses instalados. Regimes políticos dispares convergiam na necessidade de algo ser feito, na garantia da vida nesta Terra comum, mesmo que em ritmos diferentes. Também os desequilíbrios demográficos, com populações a crescerem a ritmos insustentáveis e outras nações com declínio de nascimentos, as implicações das transformações tecnológicas, entre outros temas de interesse comum. Agora assistimos à tomada de decisão por impulso do governante da mais poderosa nação do Mundo, porque entende que quer, pode e manda, para ganhar custe o que custar, gerando confusão nas outras nações, no modo como melhor lidar com esta situação verdadeiramente explosiva.
Em vez de seguir com as grandes causas e desafios, a opinião pública passou agora a ser confrontada com a necessidade do investimento em recursos militares, porque o inimigo está aí e temos de estar preparados para o enfrentar. Inimigo que para o principal aliado são uns para os outros é outro. Esta crucial divergência e desorientação de onde vem a ameaça, não é ganhadora. Parece dar razão aos que entendem ser dever do nosso mundo ocidental, seguir o rumo da razão assente no Direito ou então a possibilidade da destruição começar por dentro é real, podendo mesmo levar à implosão da nossa civilização. Claro que… dá que pensar.