Artigo de Opinião

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17.04.202616:43
APOSTAS ONLINE

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Dá que pensar, qual o limite a partir da qual o Estado deve intervir no controlo do vicio dos jogos online.

Em Portugal, as receitas em apostas nas máquinas virtuais e jogos desportivos, atingiu o recorde de mais de 2,7 mil milhões de euros. No ano passado circularam 21 mil milhões em apostas, que deveriam ser utilizados para, desde bens essenciais a encargos financeiros. Todo esse dinheiro desviado para esse vicio, provoca graves consequências na vida das pessoas. As perturbações de um jogador viciado chegam a provocar violência doméstica, perdas de emprego por baixa produtividade, dívidas insustentáveis, entre outras graves consequências, sendo um problema de saúde pública. 

A razão pela qual este flagelo cresce tão rapidamente é porque este vicio não precisar de ser procurado, está nossas mãos e em frente aos nossos olhos, nos telemóveis. Existe uma plataforma que permite aos jogadores, de se auto excluírem dos jogos online de empresas licenciadas, mas esse recurso acontece muitas vezes já depois da desgraça social do jogador. Dizem as operadoras de jogos online, que não se pode fazer mais, até porque existe a alternativa das ilegais, com mais graves consequências. Alega-se que o Estado já limita a publicidade, a partir das 22 horas, mas estão nos equipamentos da maioria das principais equipas de futebol, aos olhos de todos.

A liberdade de escolha deixa de o ser quando há dependência. Como em outros vícios que se iniciam com inocentes gestos de laser, acabam muito mal. Para quando um combate mais determinado a este flagelo social? Dá que pensar.