Fique em casa (sustentável)
Os estudos dizem que 9 em cada 10 pessoas acredita que cada um de nós tem a responsabilidade de contribuir para a sustentabilidade? No entanto, nem sempre isso acontece, no nosso dia a dia-a-dia temos hábitos difíceis de mudar, ou porque dá trabalho, ou porque não temos tempo, ou porque dá muito trabalho para o pouco tempo que temos. Agora que um vírus nos obrigou a abrandar o ritmo (de novo) vamos aproveitar para mudar hábitos que contribuam para um futuro melhor, mais sustentável, a começar pela nossa casa!
As grandes mudanças são sempre difíceis por isso não queira mudar tudo de uma vez, passo a passo consegue fazer mudanças que se tornam hábitos. Aqui vão algumas ideias para começar:
- Substitua todas as lâmpadas de casa para lâmpadas LED, têm uma maior longevidade e não gastam tanta eletricidade;
- Crie o hábito de separar o seu lixo (arrange um pequeno ecoponto para facilitar)
- Não deixe os aparelhos em StandBy, desligue-os no botão do power;
- Utilize pilhas recarregáveis, uma pilha recarregável chega a durar o equivalente a mil descartáveis;
- Sempre que necessitar imprimir, utilize frente e verso das folhas;
- Quando precisar sair de casa, pense na hipótese da bicicleta ou a pé (e assim faz algum exercício);
- Reutilize a água da chuva para regar, ou a agua fria do banho...
- Quando tomar banho, opte sempre pelo duche. Um banho de banheira pode gastar quatro vezes mais energia e água do que um banho convencional de chuveiro
- Limpe a casa com produtos amigos do ambiente, procure produtos com a designação eco-friendly.
- Experimente produtos de higiene sólidos, são a tendência do momento e não é por acaso. Nas próximas compras dê uma oportunidade ao clássico sabonete e aos champôs e amaciadores sólidos feitos a partir de ingredientes naturais e com um dispêndio muito menor de água face aos champôs normais. Estes têm ainda outra grande vantagem: não têm embalagem de plástico!
São muitas ideias é verdade, mas comece por algumas...e fique em casa...de uma forma mais sustentável!
Diana Patoilo
Este podcast tem áudios Registe-se para ouvir.
Episódios
-
Imagem
Renovação curricular e proximidade docente-estudante13.07.2026OuvirEscolher um curso superior é uma decisão importante. E uma das perguntas que mais ouvimos é esta: o que é que se aprende, concretamente, em Engenharia do Ambiente?
Na Universidade de Aveiro, o plano de estudos foi renovado e entra em vigor já no próximo ano letivo.
Há unidades curriculares dedicadas à água, ao solo e ao ar. As aulas teóricas deram lugar a mais horas de laboratório, porque a aposta é aprender a fazer, e não apenas a saber.
-
Imagem
Reutilização de Água em Portugal06.07.2026OuvirPortugal produz 500 milhões de metros cúbicos de águas residuais por ano. Sabe quanto reutilizamos? Apenas 1,2%. O resto volta aos rios e ao mar — enquanto o Alentejo e o Algarve enfrentam secas extremas.
Parece um contra-senso, não parece?
-
Imagem
Florestas que renascem — e a ciência por trás delas29.06.2026OuvirFlorestas que renascem — e a ciência por trás delas
A Mata Nacional das Dunas de Quiaios foi devastada pelos incêndios de 2017. Hoje, investigadores da Universidade de Aveiro estão a devolvê-la à vida.
O projeto CCforBio — premiado pela Fundação Belmiro de Azevedo — interveio em quatro hectares junto a uma linha de água: eliminou invasoras, melhorou o solo e plantou sete espécies nativas. Resultado: um ecossistema perturbado a recuperar diversidade.
-
Imagem
Resíduos têxteis: um desafio global com raízes locais22.06.2026OuvirEm 2022, a Europa gerou quase 7 milhões de toneladas de resíduos têxteis — 16 kg por habitante. Desse total, menos de 5 kg foram recolhidos de forma seletiva. Os restantes 11 kg? Misturados no lixo comum.
A indústria têxtil é uma das mais poluentes do mundo, mas também uma das mais importantes: representa 2% do PIB global. Em Portugal, o peso é ainda maior — 10% das exportações, 20% do emprego industrial e um dos poucos setores com saldo comercial positivo.
-
Imagem
Engenharia do Ambiente - Profissão de futuro15.06.2026OuvirA engenharia do ambiente está entre as 15 profissões que mais vão crescer no mundo até 2030. Quem o diz é o Fórum Económico Mundial e os dados do Eurostat confirmam a tendência: na Europa, o setor ambiental criou mais de dois milhões de empregos numa década. E o valor gerado por este setor quase duplicou desde 2014.