Artigo de Opinião

ENERGIA

07.04.202616:10
Dá que pensar

 ENERGIA

 

Dá que pensar, a dimensão da nossa dependência energética, perante a grave crise em consequência da guerra no Irão.

Há cerca de vinte anos atrás iniciou-se um processo de instalação de sistemas de produção de energia eólica e depois de painéis solares que possibilitou o encerramento de centrais termoelétricas que consomem gaz e outros combustíveis provenientes do petróleo. Surgiram então na comunicação social, vastas notícias de suspeitas de corrupção, quer nos investimentos em fábricas das quer na criação dos parques eólicos. Repetiam-se acusações de irracionalidade dos investimentos porque, dizia-se, que a rentabilidade dessas formas alternativas de geração de energia era quase nula, pois nem sempre se tem vento, nem sempre se tem sol, e essa intermitência seria fatal para as necessidades energéticas do país. 

Toda essa campanha contra as energias alternativas, com insinuações de corrupção e mau uso de dinheiros públicos, tinham pessoas ligadas aos negócios do petróleo e outras à energia nuclear. Quanto à energia nuclear, teremos num futuro próximo a de fissão que não é perigosa e não é poluente, pelo que a atual, de fusão, estará ultrapassada. A alternância da energia hídrica, eólica e solar, praticamente anulam a dita intermitência, pois não nos falta sol e vento. Com os custos do petróleo e gás, a subirem devido à guerra, ainda mais se deve valorizar quem na altura, resistindo às críticas e insinuações apostou no progresso de inovadoras formas de gerar energia, que hoje, nos garante significativa independência energética. Mas será que que isso importa aos retrógrados que continuam na comunicação social a justificar o quê? Dá que pensar.