A candidatura de Pedro Alves à liderança da distrital do Chega está lançada e assume o propósito da “continuidade”.
O atual presidente recandidata-se ao cargo.
Poucas horas depois de ser conhecida uma candidatura alternativa, protagonizada por Manuel Almeida, autarca em Oliveira de Azeméis, o atual presidente da distrital avança para uma gala de apoio à recandidatura, este sábado, dia 30 de Maio, em Lamas.
“Apresento a minha recandidatura à presidência da Comissão Política Distrital de Aveiro para o triénio 2026–2029, como a continuidade natural de um projecto político iniciado há pouco mais de dois anos e marcado por um crescimento consistente no distrito”, refere o candidato.
Pedro Alves defende que os dois anos de ação resultam em “trabalho intenso, estruturado e exigente, que se traduziu em sucessivos resultados eleitorais positivos”.
Entre os principais indicadores dessa evolução, destaca o aumento da representação autárquica de 12 para 110 eleitos, com destaque para a entrada de um vereador com pelouro na capital de distrito, e o reforço da presença parlamentar, com o distrito a passar de um para quatro deputados.
Às críticas sobre o distanciamento das estruturas concelhias, Pedro Alves afirma que o projeto assenta em “esforço colectivo que articula as bases locais com a orientação estratégica nacional”.
“Realço a importância da ligação estreita às concelhias, consideradas as estruturas mais próximas dos cidadãos, bem como a necessária articulação com a Direção Nacional, de onde emanam as diretrizes políticas. Esta dupla ligação tem sido, no meu entender, um dos pilares do crescimento alcançado em Aveiro”.
Destaca a existência de estruturas concelhias ativas em todo o distrito e uma progressão em quadro exigente de eleições consecutivas.
Sobre o distrito afirma que não é fácil ganhar terreno em território associado a eleitorados de direita.
“Ao contrário do que possa parecer, é mais difícil alterar padrões de voto enraizados. Ainda assim, o crescimento que conseguimos demonstra que há espaço para um crescimento ainda maior e mais significativo que permitirá afirmar, sem margem para qualquer dúvida ou hesitação, Partido Chega como o único e verdadeiro projecto político diferenciador, cuja base e razão de ser são as pessoas, sempre as pessoas, unicamente as pessoas”.