“Há quem procure sobreviver politicamente alimentando polémicas" - PSD de Ílhavo.

A concelhia social democrata de Ílhavo pede coerência a quem teve ou tem responsabilidades políticas e tempo para poder resolver passivos que afetam a vida dos cidadãos.

Posição assumida em comunicado divulgado esta quinta-feira na sequência das diferentes declarações do autarca de freguesia de São Salvador sobre a comunicação da Câmara de Ílhavo na questão da ponte.

A estrutura liderada por José Carapelho lembra que a “política vive da confiança, e a confiança constrói-se com palavra, honra e coerência”.

E que no fundo de todas as ações deve estar o “carácter” como pilar para honrar a palavra dada.

Considera que a polémica que se acentuou com o encerramento da ponte em dezembro de 2025, por questões de segurança, começou antes e esse histórico não pode ser esquecido por quem tem ou teve responsabilidades governativas.

“Há quem procure sobreviver politicamente alimentando polémicas sobre assuntos que já estão a ser resolvidos, numa tentativa evidente de permanecer na agenda mediática. Em vez de apresentar soluções, insiste-se em criar ruído. Em vez de contribuir para o futuro, tenta-se prolongar um passado que os munícipes já conhecem bem”.

Num recado dirigido ao movimento independente que foi maioria na Câmara de Ílhavo até 2025 e que é poder na Junta de São Salvador, os Social Democratas pedem que se evite o “ruído”.

“A verdade é que um movimento político que passou anos sem capacidade para liderar, decidir ou concretizar dificilmente recupera credibilidade apenas através de comunicados ou críticas. Não basta apontar o dedo a quem trabalha, quando durante quatro anos se deixou o concelho numa situação de inércia. Quem herda um organismo que esteve em coma durante tanto tempo sabe que a recuperação não acontece de um dia para o outro. Exige tempo, dedicação, planeamento e muito trabalho”.

A polémica continua em foco nas redes sociais e alimenta debates sobre a capacidade de liderança dos diferentes autarcas, colocados perante críticas de um eleitorado que de acordo com as cores se torna mais exigente ou mais complacente.

O PSD espera que os cidadãos saibam olhar para o quadro geral.

“Os munícipes devem compreender que reconstruir é sempre mais difícil do que destruir. Corrigir problemas acumulados ao longo de anos não se faz por decreto nem por magia. Faz-se com decisões responsáveis, prioridades bem definidas e persistência. É legítimo exigir resultados, mas também é essencial reconhecer o ponto de partida”.

“Quem hoje trabalha para devolver dinâmica, capacidade de resposta e confiança às instituições merece ser avaliado pelo que faz e não pelo ruído criado por quem, sem honra para assumir responsabilidades pelo passado, procura agora esconder a sua falta de rumo atrás de críticas fáceis. A política deve servir as pessoas e o concelho, não a sobrevivência de projetos políticos esgotados. O futuro constrói-se com trabalho sério, palavra cumprida e responsabilidade, nunca com oportunismo ou tentativas de reescrever a história”.