Uma delegação do Partido Socialista promoveu uma visita a Ovar e Murtosa para conhecer os problemas da frente marítima e da laguna.
Deputados que integram a Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, Deputados eleitos pelo Círculo Eleitoral de Aveiro e Autarcas locais do Partido Socialista participaram nas visitas.
Momentos de contacto direto com os pescadores e de avaliação das dificuldades provocadas pelo assoreamento dos cais de pesca.
Os deputados comprometem-se a questionar o Governo e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro sobre responsabildades, prazos e investimentos previstos para o desassoreamento do Cais do Chegado, problema que afeta a atividade piscatória e a segurança das embarcações.
Hugo Oliveira, deputado eleito por Aveiro, sublinha a urgência do tema.
“Vamos questionar o Governo e a Comunidade Intermunicipal sobre quem tem de fazer esse desassoreamento e perceber que medidas vão ser tomadas, se estão calendarizadas, e que investimentos estão previstos”.
A posição surge na sequência do encontro com os pescadores da Murtosa, que relataram as crescentes dificuldades sentidas no exercício da sua atividade, perante a ausência de respostas concretas e soluções no terreno.
O Vereador Augusto Vidal Leite, oposição na Câmara da Murtosa, salientou a urgência de levar estas preocupações ao Governo e exigir “clareza” sobre quem tem competência para resolver o problema, em que prazo e com que meios.
Acusa a autarquia de “inércia” e “falta de capacidade de influência junto do Governo central”.
Pedro Vaz, coordenador da Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, anuncia que irá promover a audição da Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, bem como do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, na comissão parlamentar competente.
“Exige-se perceber a calendarização da resolução deste problema”.
A delegação tinha passado pela área da lixeira da Praia de Maceda e foi conhecer os casos prioritários no combate à erosão costeira.
Os deputados querem ouvir a Ministra e autarcas das zonas críticas para que façam um ponto de situação dos projetos, respetiva calendarização e financiamento, uma vez que não basta anunciar o lançamento de planos.
“É fundamental proteger pessoas e bens e terminámos esta visita conscientes da necessidade de envolver mais a comunidade científica. Os shots de areia podem servir como solução emergente, mas temos de pensar no médio prazo e em soluções mais estruturais”, defende Hugo Oliveira.