"Entendimento demonstra maturidade democrática” - PSD de Aveiro sobre acordo com o Chega.

PSD e Chega assumem acordo para a formação de maioria na Câmara de Aveiro deixando claro que do ponto de vista político esse entendimento demonstra “maturidade democrática” de quem “respeitando a pluralidade do mandato popular” é capaz de “escolher a convergência responsável em nome do bem comum”.

Para já não há informação detalhada sobre os termos da parceria que o PSD define como tendo “natureza dinâmica e adaptativa”, assente na “confiança”, capaz de se “ajustar às necessidades reais do território e evoluir à medida que os resultados forem sendo alcançados”.

Partido liderado por Luís Souto Miranda afirma que há ocasiões em que a política “se eleva acima do comum, do comodismo e da acomodação”.

Anuncia acordo para o mandato “sem prejuízo do compromisso político pré-eleitoral entre PSD, CDS e PPM, publicamente designado como “Aliança com Aveiro”.

O autarca, presidente de concelhia, responde que o acordo “tem em conta a vontade expressa pelos Aveirenses” nas urnas e “afirma-se como a resposta à altura dos mandatos recebidos: governar com seriedade, com ambição e com o maior respeito pelo Aveirenses”.

O autarca fala em “diálogo permanente”, na procura da “convergência democrática” e na convicção assumida de que Aveiro pode assumir “coragem e ousadia” nas decisões, “mais investimento, mais obra que transforma e dure, mais políticas que cheguem às pessoas e façam a verdadeira diferença no seu dia a dia”.

Assume, mais uma vez, que sem esse acordo não conseguiria governar.

“É um Concelho com uma identidade própria, com recursos únicos, com uma comunidade vibrante e determinada que merece, também por isso, uma governação à altura do seu potencial. Os desafios são conhecidos e o Acordo nasce precisamente para os enfrentar e lhes dar resposta: reforçar a coesão territorial, proteger as pessoas e os seus bens, valorizar os recursos naturais que tornam esta região singular, ampliar a capacidade de inovar, crescer e competir num mundo em acelerada transformação”.

Esclarece que do ponto de vista estratégico, o Acordo estabelece as condições para “planear com horizonte”, lançar “obras estruturantes” e “concretizar” investimentos.

Perante o rol de críticas dos meios políticos e da sociedade civil, o PSD e o Chega garantem que os “problemas serão tratados com total seriedade”, as aspirações dos aveirense “assumidas como prioridade” e os recursos do Município “aplicados com a máxima transparência e a maior eficácia”.