Artigo de Opinião

NORTEATLANTICO

13.01.202618:52
NORTEATLANTICO

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Dá que pensar, em que medida os Estados Unidos e a União Europeia, são aliados ou adversários.

São por demais evidentes as afinidades em praticamente todos os domínios entre os dois lados do Atlântico Norte. Desde a língua, a religião, a cultura, os estilos de vida, as instituições democráticas e de direito, as semelhanças são obvias, até porque os nativos americanos são residuais e são os descendentes de europeus que predominam na sociedade norte-americana. No entanto o olhar das administrações norte-americanas para com a União Europeia, passou a ser diferente quando se deu o alargamento para mais de vinte estados membros e se criou a moeda única, o euro. A dimensão do mercado comum europeu e uma moeda que passou a ser vista como uma alternativa ao dólar, assim como o assumir por parte das instituições europeias do objetivo de serem a maior potencia económica, não foi bem vista pelas autoridades dos Estados Unidos, embora apenas a atual ter sido clara ao dizer que a União Europeia existe para prejudicar os americanos.

A Aliança Militar tem sido uma forma dos americanos terem um pé na Europa, mas antes da invasão da Rússia à Ucrânia era crescente a voz de dirigentes europeus que defendiam o fim da NATO. O envolvimento dos europeus no apoio à guerra e o corte nas relações comerciais entre a União Europeia e a Rússia, tinham para os americanos o duplo efeito de enfraquecer ambos, em particular o fornecimento de energia a baixo custo ao aparelho produtivo europeu, forte concorrente da Indústria dos Estados Unidos. As então manifestadas críticas dos norte americanos à construção dos gasodutos e de terem o telefone da Chanceler alemã por largo tempo sobe escuta, deveriam alertar as consciências de que nem tudo estava bem, mas a fé no aquilo que nos une ser mais forte do que o que nos separa, deu em inércia. Agora… dá que pensar.