Artigo de Opinião

FALÁCIA

13.03.202617:47
FALÁCIA

FALÁCIA

 

Dá que pensar, quando se invoca a vantagem de uma guerra para estabelecer a Ordem Internacional e supostamente conceder as virtudes do nosso modo de vida liberal, com bombardeamentos.

Justificar uma guerra a um país com regime político opressor, entre muitos outros, ou porque num futuro ele seja uma ameaça a outras nações, é validar o interesse de quem tem o poder de impor a lei da força. A História recente diz que uma guerra imposta do exterior mesmo tida por libertadora, em regra cria mais ódio, mais violência, mais destruição na vida das pessoas que apenas querem viver. Depois de mais de vinte anos de guerra no Afeganistão, a mesma poderosa nação com o nobre objetivo de acabar com os opressores talibãs, os deixou no poder mais fortes e mais opressores que nunca. Intervenções militares com idênticas intenções na Líbia, Síria e Iraque, que supostamente também tinha armas ameaçadoras, em vez de proporcionarem a ambicionada liberdade resultaram em mais morte e odio que alimentou o terrorismo que assassinou muitas vítimas inocentes, nomeadamente na Europa.

Quando terminou a segunda guerra mundial, perante a vastidão do terror, da morte e do caos, entendeu-se que era tempo das nações e povos resolverem os seus conflitos no respeito pela lei e ordem, através de regras e direitos que a todos, de modo igual, com garantias de justiça, no interesse comum. A Organização das Nações Unidas não evitou todas as guerras, mas muitas mais teriam acontecido. Quando se invoca a ineficiência da ONU, na aplicação das regras pelos direitos e deveres das nações e povos, mas se justifica que pela força do poder do mais forte a Ordem Internacional vais ser estabelecida… dá que pensar.