ERROS
ERROS
Dá que pensar, a sucessão das muito desagradáveis surpresas por graves erros da diplomacia da União Europeia.
Apesar de Putin ter deixado bem claro na Conferencia de Segurança de Munique, em 2007, que a Rússia não tolerava mais a expansão da NATO, assim como a anunciada instalação de misseis na Europa, antes se acreditou que nada de muito grave aconteceria, não havendo necessidade na criação de um acordo de garantia de segurança e confiança, deixando o assunto com os Estados Unidos. Acreditou-se que o Aliado norte americano, nunca nos abandonariam em caso de conflito, como o da Ucrânia. Que dissessem com clareza que a União Europeia existe para os prejudicar. Que pudessem ameaçar tomar posse de um território de um país da União Europeia. Que não haja uma simples comunicação aos aliados da NATO, da intenção de atacar o Irão e que depois perante o bloqueio no Estreito de Ormuz digam que é do interesse dos europeus participar na guerra, talvez porque a Europa fica mais à mão dos terroristas que vão querer vigar o sangue dos seus mártires, espalhando o terror nas cidades europeias, como já aconteceu no passado recente.
Perante a situação, dizem agora muitos, incluindo em Bruxelas, que a Europa tem de investir fortemente na sua capacidade de defesa deixando de depender de terceiros. Estabelecem-se objetivos e prazos, como se a Rússia querendo atacar, só o fará quando os países da União Europeia já estejam preparados e que as trezentas ogivas nucleares da França se multipliquem até às seis mil dos russos. O que tem falhado não é a falta de bombas, mas a uma diplomacia inteligente. Acreditar que o futuro próximo é a continuação do passado recente, nomeadamente no modo de fazer a guerra e a paz… dá que pensar.