Artigo de Opinião

ECONOMIST

31.12.202517:51
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Dá que pensar, a real dimensão da prestigiada revista britânica “The Economist” ao ter considerado Portugal, como a economia do ano, entre os considerados trinta e seis países mais desenvolvidos.

Há uns anos atrás, a maioria dos nossos mais interventivos economistas, insistiam na demonstração da nossa debilidade económica, usando a comparação com os resultados económicos em países do centro leste da europa, que nos estavam a ultrapassar. Diziam que para deixarmos de ser ultrapassados e recuperarmos o dinamismo económico teríamos de fazer reformas estruturais, sem as quais estávamos condenados a ser uma economia em queda livre. Entretanto aconteceram as tais imprescindíveis reformas económicas? Não. Então o que se passa?

Em economias abertas é determinante o ambiente que as rodeia. Estar próximo da centralidade do mercado é uma grande vantagem relativamente a quem está na periferia. Mas quando de repente se está próximo de uma guerra, como o da Ucrânia, estar afastado é uma vantagem. A nossa vizinha Espanha, que também está geograficamente distante da guerra, foi a designada melhor economia no ano passado. Preservar a paz, incluindo a paz social, importa mais para ser ter uma saudável economia, do que a soma de todas as ditas reformas estruturais económicas. O turismo tem sido determinante nos nossos resultados económicos, pois os turistas não gostam de fazer férias onde cheira a guerra. Ninguém compra uma casa com possibilidade de ser destruída. Não há jangadas de pedras.

Viver em paz, sem ameaças militares ou de terrorismo, sem conflitos sociais ou laborais, também resulta em melhor economia. Não é necessário ser visionário, só que … dá que pensar.