O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro esclarece que não tem conhecimento da “alegada exoneração” e “consequente substituição por nova equipa”.
Notícias veiculadas por meios nacionais, adiantam que a substituição está pronta para formalização com a entrada de Ricardo Matos, enfermeiro de profissão que passou pelo serviço de psiquiatria do Hospital Infante D. Pedro e com funções junto do Ministério da Saúde, para a liderança da ULSRA.
O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa de Águeda é apontado ao cargo.
A equipa de Margarida França afirma não ter informação sobre esta mudança e afirma continuar a trabalhar “com absoluta normalidade e com a habitual entrega”.
Em nota divulgada esta sexta-feira contesta informações sobre os dados de produtividade em estudo da Entidade Reguladora da Saúde sobre o funcionamento das 39 Unidades Locais de Saúde.
Margarida França diz que a região de Aveiro é, ao contrário do enunciado, “uma das mais eficientes do país”.
“A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro atingiu valores máximos nos indicadores de eficiência, com bons resultados clínicos, com utilização equilibrada dos recursos e níveis de acesso adequados, tendo atingido o nível ótimo por fazer mais e melhor, com os recursos disponíveis, sem comprometer a qualidade”, refere nota da ULSRA.
Defende a Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro como “exemplo de boas práticas” no Serviço Nacional de Saúde, demonstrando que é possível aliar “eficiência, qualidade e proximidade, colocando sempre o cidadão no centro da resposta”.
“Um desempenho que resulta de um modelo organizativo centrado na integração de cuidados, que reforça a ligação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares, permitindo acompanhar o utente ao longo de todo o seu percurso no sistema de saúde”.
O mesmo estudo afirma, também, que a ULS RA não tem capacidade instalada suficiente para a população que serve.
Margarida França afirma satisfação pelos resultados do estudo da ERS que, na sua leitura, fazem justiça ao trabalho das várias equipas.
“Trabalhamos em prol dos mesmos objetivos, de forma muito próxima e colaborativa, com a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, com o Ministério da Saúde e com os municípios da Região. Confluímos, todos, para a melhoria constante da prestação de cuidados de saúde à população da Região de Aveiro”, afirma Margarida França, que pede “verdade e rigor” na análise deste documento.
Entende que esse documento foi alvo de “leituras enviesadas” e da “extrapolação de dados fora do contexto”.
“Os resultados deste estudo são públicos e claros. É só necessário rigor e verdade na sua análise”, remata a Presidente do Conselho de Administração da ULS RA.
Foi igualmente veiculada informação sobre as obras de requalificação das enfermarias da especialidade de ginecologia-obstetrícia e dos riscos para o futuro deste serviço.
A administração esclarece que as obras “resultam de uma aprovação por parte da Tutela de financiamento de cerca de 3 milhões no quadro do PRR, fazendo parte do plano de requalificação do Hospital de Aveiro”.