Medicina Intensiva da ULS de Aveiro assinala 25 anos de atividade.

O Serviço de Medicina Intensiva, da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro completa, esta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, 25 anos de atividade.

A ULS assinala a data e celebra o que diz ser a “medicina intensiva de ponta”.

No dia em que completa 25 anos (13 de fevereiro), o Serviço promove uma série de atividades que, entre outras, integram a exposição, no hall principal do Hospital de Aveiro, de uma unidade de Medicina Intensiva, uma sessão de partilha com antigos doentes e seus familiares e a homenagem a três elementos, essenciais para o seu desenvolvimento.

Bárbara Xavier (ex-diretora do Serviço), recentemente aposentada, e Armindo Rebelo e Enfermeira Ana Raimundo, ambos fundadores do Serviço, são as figuras destacadas.

O programa da Sessão Solene decorre, a partir das 09h00, no Salão Nobre, do Hospital de Aveiro.

Tendo como principal missão cuidar de doentes em estado crítico (pessoas cuja vida está em risco devido a falência de um ou mais órgãos vitais, situação que acontece devido a infeções, traumatismos, complicações cirúrgicas ou outras doenças agudas), que exigem vigilância contínua e suporte avançado de funções vitais, como ventilação mecânica, terapêutica hemodinâmica ou substituição da função renal, o Serviço de Medicina Intensiva foi criado, há vinte e cinco anos, no então Hospital de Aveiro, disponibilizando seis camas.

Ao longo dos anos, foi sendo requalificado, mas a grande revolução aconteceu em 2019, por altura da pandemia SARS Cov 2 (COVID 19), em que, fruto da procura elevada de cuidados diferenciados, sofreu a maior reorganização de sempre, que passou pelo aumento substancial de recursos humanos.

Durante esse período, foram tratados 177 doentes, não só da área de referenciação de Aveiro, mas oriundos de todo o país, uma vez que o Serviço passou a integrar a rede nacional de referenciação em medicina intensiva, com o objetivo de aliviar os centros com maior pressão assistencial.

Em outubro de 2022, através de um investimento na ordem dos três milhões e meio, deu-se a grande requalificação do Serviço, que permitiu mais que duplicar a capacidade instalada, passando a dispor de 14 camas, que possibilitam o tratamento de cerca de 550 doentes por ano.

Esta requalificação, para além do espaço físico, consubstanciou-se na aquisição de equipamentos de ponta, que o tornaram num dos mais atuais do Serviço Nacional de Saúde.

Com isso, a Medicina Intensiva aumentou a sua área de intervenção, assumindo, hoje, a responsabilidade organizacional da Sala de Emergência do Serviço de Urgência, onde são admitidos, por ano, mais de 2 500 doentes e passou a responder a todas as solicitações dos demais serviços do hospital, numa perspetiva de identificação e estabilização precoce dos doentes, evitando a sua deterioração clínica.

O serviço permite retaguarda diferenciada a serviços que executam cirurgias e procedimentos diferenciados de alta complexidade, como a Cirurgia Geral, a Ortopedia, a Urologia e a Unidade de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular (UDIC).

Doentes cada vez mais idosos e complexos têm na Medicina Intensiva a possibilidade de vigilância e monitorização adequada após as intervenções de risco.

Apostado na melhoria contínua, aderiu ao projeto do STOP Infeção 2 (uma parceria colaborativa com a DGS, a Fundação Calouste Gulbenkian e o instituto Healthcare Improvement), cumprindo os objetivos definidos de redução, para metade, da incidência de infeção hospitalar relacionada com dispositivos invasivos, tais como tubo endotraqueal, cateter venoso central e cateter vesical.

A ULS destaca a presença de uma “equipa jovem e altamente motivada”, que alia “competência clínica e trabalho de equipa” consciente do “stress emocional que representa um internamento de doente com grave risco de vida”.

“Por isso, privilegia os cuidados humanizados ao doente e seus familiares, não só durante o internamento, mas também após a alta hospitalar, em regime de consulta externa, prevenindo e tratando o Síndroma pós internamento em Cuidados intensivos”.

O Serviço de Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro participa, ativamente, no Plano Nacional de Transplantação, tendo nos últimos anos vindo a contribuir com um número crescente de órgãos de dadores em morte cerebral, apoiando, desta forma, a redução de doentes em lista de espera para transplante.