Depressão Kristin: Família desalojada em Vagos.

Os Municípios fazem contas aos prejuízos da tempestade Kristin.

Vagos assume “danos materiais moderados”.

Embora o cenário geral não apresente danos estruturais de larga escala, a maior ocorrência a registar prende-se com os estragos causados na cobertura de uma habitação, que comprometeram a habitabilidade do imóvel.

Em consequência, uma família teve de ser realojada, encontrando-se já sob o acompanhamento dos serviços de Ação Social do Município.

Danos em coberturas de habitações, queda de árvores em diversos pontos do concelho; queda de cabos de telecomunicações, afetando alguns serviços locais e acumulação de detritos e lixo nas vias são as consequências visíveis.

Apesar dos danos materiais e do realojamento preventivo efetuado, não há qualquer registo de feridos ou danos em pessoas.

Os serviços municipais de Proteção Civil, em articulação com a corporação dos Bombeiros Voluntários de Vagos e as Juntas de Freguesia, estiveram no terreno desde o início do alerta para remover árvores e desimpedir as vias e avaliar infraestruturas municipais para garantir a total segurança dos munícipes.

Anadia fala em 200 ocorrências no concelho entre as 5h20 e as 5h35 de quarta-feira (28 de janeiro).

Registaram-se quedas de árvores e estruturas metálicas, deslizamentos de terras, danos em redes de abastecimento de eletricidade e telecomunicações, inundações e vias obstruídas.

Não há vítimas a lamentar.

As operações de limpeza e socorro envolveram 40 operacionais que foram apoiados por 11 veículos (ligeiros e pesados), 3 retroescavadoras e 2 tratores com grua.

Além das equipas de Proteção Civil, estiveram envolvidos nas operações equipas da Câmara Municipal de Anadia e dos Bombeiros Voluntários de Anadia, em articulação com as juntas de freguesia que, com o apoio da Associação de Apoio Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima, da Associação de Voluntários de Ferreiros e da Associação Cultural e Recreativa de Algeriz, trataram cerca de metade das ocorrências registadas.

Cerca de 85% das ocorrências foram quedas de árvores que obstruíram estradas.

Por questões de segurança, algumas vias continuam encerradas ao trânsito devido ao trabalho de remoção de árvores em risco de queda.

Um número reduzido de árvores danificou habitações, veículos e vias públicas.

O caudal dos rios, que chegou a ultrapassar as margens, já se encontra normalizado.

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Anadia alerta para as fragilidades provocadas pela depressão que representam perigo enquanto os terrenos estiverem saturados, nomeadamente o risco de queda de árvores e estruturas.