A Comissão de Festas de Nossa Senhora das Febres, no bairro da Beira-Mar, em Aveiro, lança nova edição.
Esta festa, outrora uma das mais emblemáticas da região, era conhecida como a festa dos marnotos, que, no final da safra nas marinhas, agradeciam à Santa pela boa produção do sal e cumpriam as suas promessas.
Com a nova comissão em funções estão definidos planos para a festa em 2026 e o relançamento de atividades.
A festa principal terá lugar em setembro mas na agenda há eventos de angariação de fundos.
Os primeiros esses eventos serão o “Jantar do Marnoto”, no próximo dia 18 de abril, pelas 20h, no Salão Paroquial da Vera Cruz, e contará com uma surpresa inédita.
Segue-se, no dia 1 de maio, “Fado à Capela” em noite de fados com os fadistas Fernando Monteiro (Fado de Coimbra) e Callisto Dinis (Fado de Lisboa).
A partir das 18h, os visitantes poderão também saborear petiscos nas barraquinhas instaladas no local.
Para mais informações ou reservas é possível recorrer aos contactos 912 351 275 / 965 898 365 / 934 850 429 ou pelo e-mail comissaosenhoradasfebres@gmail.com
A Capela de Nossa Senhora das Febres, originalmente dedicada a São Roque, situa-se na freguesia da Vera Cruz, no bairro piscatório da Beira-Mar, em Aveiro.
A sua origem remonta ao final do século XVI, embora não se conheçam dados exatos de construção.
O edifício, simples e popular, é de pedra e cal, com fachada despojada e interior modesto.
Na capela-mor destaca-se um retábulo dourado com a imagem de Nossa Senhora das Febres, que substituiu uma Virgem com o Menino em alabastro de Nottingham.
Possui ainda dois altares laterais com imagens de São Tomé e São Roque, produzidas na antiga fábrica de louça do Cojo.
Nos séculos XVII e XVIII, o templo serviu também de panteão familiar da linhagem Varella Durasso.
A devoção a São Roque, protetor dos construtores navais e das gentes do mar, foi aos poucos associada ao culto mariano, refletindo a preocupação local com doenças e epidemias.
A partir do século XIX, a capela sofreu várias obras de restauro, incluindo o cimento e pavimento de 1936 e o revestimento de azulejos da fábrica Aleluia em 1961.
Em Aveiro, São Roque estava associado aos ofícios ligados ao mar e à proteção contra as pestes, mas a capela acabou por se tornar também centro de grande devoção mariana, sobretudo quando a população passou a procurar ali saúde e proteção.