A Assembleia Municipal de Vagos aprovou as contas de 2025 na sessão ordinária de 29 de abril e deixou vincados elogios ao anterior presidente da Câmara, João Paulo Sousa, ao considerar que foi o obreiro da viragem nas contas do Município.
Documento aprovado pela maioria PSD com 11 abstenções (7 do CDS, 2 do PS e duas do Chega).
A autarquia traça um quadro menos gravoso que o apresentado no arranque de mandato por Rui Cruz quando anunciou medidas de austeridade para 2026.
Há indicadores que apontam para um trajeto de recuperação iniciado ainda durante a liderança de João Paulo Sousa, autarca de substituiu Silvério Regalado no decurso do mandato 2021-2024.
Os números da Prestação de Contas do último exercício demonstram uma redução significativa da dívida global do Município, uma diminuição expressiva dos encargos com o serviço da dívida e o reforço do património municipal, resultados que evidenciam uma gestão equilibrada e comprometida com o futuro do concelho.
Dívida global recua 8,7% e juros caem 21%
A dívida global do Município recuou 8,7% face a 2024, fixando-se em 12.260.636,00 euros.
Esta trajetória descendente foi acompanhada por uma queda de 21,0% nos juros suportados com o serviço da dívida.
Também o passivo total recuou 3,8%, refletindo a redução de 10,0% nos financiamentos obtidos de médio e longo prazo e uma diminuição da dívida a fornecedores de investimentos (menos 42,8%).
A dívida a fornecedores em conta corrente registou igualmente uma descida de 3,8%.
A receita cobrada em 2025 totalizou 24.2 milhões de euros, registando um crescimento de 7,2% face ao ano anterior.
Receita corrente avançou 9,6%, impulsionada pela cobrança de impostos diretos (mais 16,0%).
O IMT cresceu 46,8%, evidenciando a vitalidade do mercado imobiliário em Vagos, enquanto o IMI registou um aumento de 10,2% e o IUC subiu 6,5%.
As transferências correntes do Orçamento do Estado cresceram 4,1%, refletindo, em particular, o envelope financeiro associado à descentralização de competências nas áreas da educação, saúde e ação social.
O exercício de 2025 cumpre a regra do equilíbrio orçamental, tendo sido apurado um saldo corrente positivo de 988.884,84 euros, valor superior ao montante das amortizações médias de empréstimos (450.423,53 euros).
Para o Presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, o Município dá sinais de recuperação.
“Os números da Prestação de Contas de 2025 demonstram que é possível conjugar o rigor na gestão dos dinheiros públicos com uma ambição crescente de investimento no concelho. Reduzimos a dívida, aliviámos os encargos com juros, reforçámos o nosso património e continuámos a investir naquilo que é essencial para as pessoas, com especial enfoque na educação, na saúde e na ação social”.
O autarca sublinha ainda que “este é o caminho para uma autarquia financeiramente saudável, transparente nas suas contas, responsável no presente e preparada para os desafios do futuro”.
Rui Cruz admite que os sinais positivos resultam da estratégia traçada para 2025 e consolidada com medidas por si definidas no final do ano, já depois das eleições de outubro.
O PS regista aumentos de despesa em 2024 e 2025 e desequilíbrios.
“A análise do desempenho em 2025 não se pode considerada favorável com resultado negativo de 1,1 milhão de euros que acresce aos quase 3 milhões de 2024”, fez notar Paulo Branco.
O Chega afirma que “falhou” a estratégia e pagam os Munícipes com cortes nos apoios a instituições.
Sara Raquel faz o retrato de uma autonomia perdida e dependente do Estado central.
Rui Cruz contestou essa visão lembrando que as receitas de 2025 resultam da dinâmica económica do Município.
Quanto às medidas de austeridade terão a sua avaliação nas contas de 2026.
“Aquilo que as contas espelham é exatamente o contrário. Queremos executar muito mais mas estamos em crescimento. A atividade económica está em crescimento”.
Alexandre Marques,A Assembleia Municipal de Vagos aprovou as contas de 2025 na sessão ordinária de 29 de abril e deixou vincados elogios ao anterior presidente da Câmara, João Paulo Sousa, ao considerar que foi o obreiro da viragem nas contas do Município.
Documento aprovado pela maioria PSD com 11 abstenções (7 do CDS, 2 do PS e duas do Chega).
A autarquia traça um quadro menos gravoso que o apresentado no arranque de mandato por Rui Cruz quando anunciou medidas de austeridade para 2026.
Há indicadores que apontam para um trajeto de recuperação iniciado ainda durante a liderança de João Paulo Sousa, autarca de substituiu Silvério Regalado no decurso do mandato 2021-2024.
Os números da Prestação de Contas do último exercício demonstram uma redução significativa da dívida global do Município, uma diminuição expressiva dos encargos com o serviço da dívida e o reforço do património municipal, resultados que evidenciam uma gestão equilibrada e comprometida com o futuro do concelho.
Dívida global recua 8,7% e juros caem 21%
A dívida global do Município recuou 8,7% face a 2024, fixando-se em 12.260.636,00 euros.
Esta trajetória descendente foi acompanhada por uma queda de 21,0% nos juros suportados com o serviço da dívida.
Também o passivo total recuou 3,8%, refletindo a redução de 10,0% nos financiamentos obtidos de médio e longo prazo e uma diminuição da dívida a fornecedores de investimentos (menos 42,8%).
A dívida a fornecedores em conta corrente registou igualmente uma descida de 3,8%.
A receita cobrada em 2025 totalizou 24.2 milhões de euros, registando um crescimento de 7,2% face ao ano anterior.
Receita corrente avançou 9,6%, impulsionada pela cobrança de impostos diretos (mais 16,0%).
O IMT cresceu 46,8%, evidenciando a vitalidade do mercado imobiliário em Vagos, enquanto o IMI registou um aumento de 10,2% e o IUC subiu 6,5%.
As transferências correntes do Orçamento do Estado cresceram 4,1%, refletindo, em particular, o envelope financeiro associado à descentralização de competências nas áreas da educação, saúde e ação social.
O exercício de 2025 cumpre a regra do equilíbrio orçamental, tendo sido apurado um saldo corrente positivo de 988.884,84 euros, valor superior ao montante das amortizações médias de empréstimos (450.423,53 euros).
Para o Presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, o Município dá sinais de recuperação.
“Os números da Prestação de Contas de 2025 demonstram que é possível conjugar o rigor na gestão dos dinheiros públicos com uma ambição crescente de investimento no concelho. Reduzimos a dívida, aliviámos os encargos com juros, reforçámos o nosso património e continuámos a investir naquilo que é essencial para as pessoas, com especial enfoque na educação, na saúde e na ação social”.
O autarca sublinha ainda que “este é o caminho para uma autarquia financeiramente saudável, transparente nas suas contas, responsável no presente e preparada para os desafios do futuro”.
Rui Cruz admite que os sinais positivos resultam da estratégia traçada para 2025 e consolidada com medidas por si definidas no final do ano, já depois das eleições de outubro.
O PS regista aumentos de despesa em 2024 e 2025 e desequilíbrios.
“A análise do desempenho em 2025 não se pode considerada favorável com resultado negativo de 1,1 milhão de euros que acresce aos quase 3 milhões de 2024”, fez notar Paulo Branco (com áudio).
O Chega afirma que “falhou” a estratégia e pagam os Munícipes com cortes nos apoios a instituições.
Sara Raquel faz o retrato de uma autonomia perdida e dependente do Estado central.
Rui Cruz contestou essa visão lembrando que as receitas de 2025 resultam da dinâmica económica do Município (com áudio).
Quanto às medidas de austeridade terão a sua avaliação nas contas de 2026.
“Aquilo que as contas espelham é exatamente o contrário. Queremos executar muito mais mas estamos em crescimento. A atividade económica está em crescimento”.
A bancada do CDS, crítica da gestão de Silvério Regalado, considera que a viragem na situação financeira de Vagos acontece com os 10 meses de gestão de João Paulo Sousa (com áudio).
“Paulo Sousa foi uma lufada de ar fresco. Queria deixar este elogio”. do PS, deixou palavra de reconhecimento ao autarca que sucedeu a Silvério Regalado.
A bancada do CDS, crítica da gestão de Silvério Regalado, considera que a viragem na situação financeira de Vagos acontece com os 10 meses de gestão de João Paulo Sousa.
“Paulo Sousa foi uma lufada de ar fresco. Queria deixar este elogio”.