A Câmara de Ílhavo deixa cair o projeto para uma nova ponte na Vista Alegre.
Autarquia assume que uma nova travessia está fora de hipótese no curto e médio prazo.
Anunciado o resultado da peritagem à velha ponte de madeira, por especialistas de engenharia civil da Universidade de Aveiro, a reabilitação da atual estrutura foi assumida como primeira opção.
Mas a decisão política vai mais longe.
A nova maioria deixa cair o projeto para construção de uma nova travessia, lançado pelo anterior executivo, em concurso de ideias, e diz que o faz devido ao quadro financeiro mas também enquanto opção de mobilidade para não sobrecarregar a Vista Alegre e a EN109 com trânsito.
O presidente da Câmara de Ílhavo admite, mesmo, vir a condicionar a atual travessia, depois de reabilitada, optando por circulação alternada, nos dois sentidos, privilegiando os modos suaves e retirando carga de veículos.
Rui Dias assume a opção política e justifica essa opção como “solução prudente” perante os constrangimentos financeiros de quem gere um pacote de obras PRR que marca a vida autárquica nos próximos anos e a necessidade de equilibrar os usos da ponte na zona da Vista Alegre, atendendo às características do território (com áudio)
O tema tem marcado o debate político em Ílhavo e tem gerado contestação na sociedade civil junto das comunidades da Gafanha da Boavista e de quem necessita de travessia direta para a zona poente do concelho, nomeadamente a zona da Gafanha do Carmo.
Rui Rufino, do UpF, questionou o porquê da opção pela reabilitação, quando a existência de projeto e a economia de esforços aconselhariam o avanço para nova estrutura como solução duradoura.
O vogal do movimento independente Unir para Fazer admite que existe abertura para dar apoio à mobilização de recursos financeiros para essa nova ponte, solução que evitaria novas despesas no futuro.
Rufino entende que os “remendos” vão custar dinheiro e não vão resolver o problema de fundo (com áudio)