Decisão da freguesia de Aradas sobre a atribuição da medalha de ouro a Ribau Esteves não é consensual e o movimento Sentir Aradas entende que a Maioria não foi diligente a preparar o processo dos distinguidos na sessão desta sexta.
Revela que a votação na Assembleia de Freguesia, realizada no dia 27 de outubro, não sujeitou o processo a contactos prévios e terminou com aprovação com 7 votos a favor e 6 votos contra, numa votação realizada por escrutínio secreto.
O resultado, segundo Gilberto Ferreira, demonstra que a distinção “esteve longe de reunir um consenso alargado na Assembleia de Freguesia”.
“Importa também salientar que não foi realizado qualquer esforço para promover uma discussão livre, aberta e partilhada sobre os nomes apresentados pelo Executivo”.
A principal força da oposição afirma que as propostas não foram previamente partilhadas com as forças representadas na Assembleia, nem terá sido dada possibilidade de apresentar contributos, esclarecer dúvidas ou participar na construção de uma solução consensual.
“Uma distinção desta natureza, pela importância e pelo significado que assume para a história da nossa freguesia, merecia, no mínimo, uma reflexão alargada, transparente e participada”.
Gilberto Ferreira manifesta-se contra a distinção a Ribau Esteves alegando que a freguesia viveu processos de decisão política do então autarca de Aveiro que não agradaram.
Redução de território, perda de população, responsabilidade política associada à demolição quase total da Casa do Conselheiro Queirós, responsabilidade política associada à situação das Piscinas do Carocho, na Quinta do Picado e a entrega da antiga Escola Primária de Aradas a uma associação exterior à freguesia são alguns dos dossiês que terão gerados polémica.
Reconhecendo obra, o eleito do movimento Sentir Aradas, diz que esse não pode ser o único critério para entregar o mais elevado galardão da freguesia.
“Naturalmente, ninguém coloca em causa o reconhecimento das obras ou dos investimentos realizados durante o mandato de Ribau Esteves. Mas uma Medalha de Honra representa algo muito maior do que uma obra ou uma intervenção num espaço público”.
A maioria argumenta com a transformação da freguesia em 12 anos de mandatos do ex-autarca.