O PSD de Aveiro envia sinal de apoio à liderança de Luís Souto Miranda e recados à Assembleia Municipal de Aveiro sobre a votação da revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso.
Mensagem segue para os adversários políticos e para a bancada da AD na Assembleia Municipal que vai debater e votar a revogação do PP na próxima quinta-feira.
Em nota divulgada esta segunda-feira, a Concelhia do PSD de Aveiro reage à decisão tomada em reunião de Câmara com os votos de PS e Chega e manifesta “profunda discordância” com a revogação.
Diz que as justificações apresentadas representam “declarações contraditórias e manifestamente pobres”.
A concelhia liderada por Firmino Ferreira acusa a oposição de argumentar com os impactos do turismo mas sem valorizar as consequências de uma viragem nos mecanismos de planeamento em poucas semanas.
“Qualquer tentativa de bloqueio ou retrocesso neste processo apenas fragiliza a imagem de Aveiro enquanto território fiável para investir. O PSD de Aveiro defende que o concelho deve ser visto como um município credível, que respeita os seus compromissos, os seus instrumentos de planeamento e que cria condições para atrair investimento e promover o desenvolvimento sustentável".
Lembra as palavras do presidente de Câmara que sem falar em indemnizações explicou que a revogação de um plano de pormenor exige razões excecionais e devidamente fundamentadas.
"Aveiro não pode continuar refém de discursos inconsequentes, contradições políticas e do imobilismo. O futuro do concelho constrói-se com decisões responsáveis, coragem política e uma visão clara de progresso”.
Sobre os argumentos apresentados pelos vereadores eleitos pelo PS entende que demonstram incoerência.
“Esta posição é, no mínimo incoerente. O turismo qualificado, o desenvolvimento económico e a criação de emprego são precisamente alguns dos principais desígnios que qualquer município moderno e ambicioso deve promover e defender”.
O Partido Social Democrata lembra que a zona do Cais do Paraíso encontra-se “atualmente abandonada, degradada e sem qualquer dinamismo” e “carece urgentemente de uma requalificação séria e estruturada”.
Defende que o projeto em causa representa uma “oportunidade concreta de investimento privado, com a instalação de um hotel de 5 estrelas, capaz de elevar a qualidade da oferta turística de Aveiro, aumentar a estadia média dos visitantes e gerar riqueza, emprego e notoriedade para o concelho e a região”.
A oposição defende a revogação e no caso do Chega, Diogo Soares Machado, afirmou-se defensor de um compasso de espera para perceber as conclusões do escrutínio que está a ser feito pelo Ministério Público a todo o processo.
O vereador admite que seria mais seguro para uma decisão mais fundamentada e que salvaguardasse a autarquia de eventuais pedidos de indemnização.
Já o PS prefere assumir os custos que, segundo o partido, nesta fase, não sendo elevados são o preço a pagar para "evitar um erro" que pode marcar as próximas gerações.