O Partido Socialista manifesta preocupação com este caso e revela que se o caso estiver relacionado com a aprovação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, Luís Souto não vai poder dizer que não tem nada a ver com o problema.
Recorda o histórico recente enquanto presidente de Câmara mas não esquece 8 anos de exercício enquanto presidente de Assembleia Municipal.
“O Sr. Presidente está aqui há 2 meses e 8 anos. Com responsabilidades políticas. Todo o processo de aprovação e de não revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso aconteceram sob a sua batuta, primeiro de Presidente da Assembleia Municipal, agora de Presidente da Câmara. Hoje mostrou que não quer ser responsável pela continuidade da qual se diz herdeiro. A falta de solidariedade, neste momento, com o seu antecessor talvez não surpreenda. A falta de lealdade com os aveirenses revelada na defesa do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso é que já surpreende mais. Essa é a lealdade que se lhe exige”.
A estrutura liderada por Paula Urbano afirma que Luís Souto tem responsabilidade que não começaram nas eleições de 12 de Outubro.
Recorda que o PP foi aprovado quando Luís Souto era presidente da Assembleia e a revogação chumbada já na condição de presidente de Câmara.
E defende a posição do PS que foi alertando para o uso do PP como forma de “legitimar a viabilização de um projeto privado de hotelaria, desproporcionado face à escala da cidade e incompatível com o carácter urbano, paisagístico e ambiental da frente lagunar”.
Evoca avisos sobre a carga, para o facto de não ter sido realizada Avaliação Ambiental Estratégica, de o Ministério Público ter pedido informação à autarquia, a existência de processos judiciais em curso, para o facto de diversas entidades terem emitido pareceres condicionados e reservas institucionais e em termos gerais lembra avisos sobre o facto do PP “promover um modelo de urbanismo especulativo que ignora as condicionantes ambientais e patrimoniais, e não responde à estratégia de turismo sustentável de que Aveiro precisa”.