O Partido Socialista da Murtosa tece críticas à capacidade de execução orçamental e entende que a Assembleia Municipal tem na mão a possibilidade de mexer com alterações orçamentais para 2026 que não deve desaproveitar.
Análise em torno do debate político sobre o Saldo de Gerência que ronda os 7 milhões de euros.
Para os socialistas locais, a verba expõe o que diz ser a “fraca execução orçamental” e “ausência de estratégia política” responsabilizando o movimento Juntos pela Murtosa pela votação que irá passar para a esfera da Assembleia Municipal onde o PSD não supera os eleitos de PS e JPM.
Augusto Vidal Leite, vereador eleito pelo PS, recorda que a integração do saldo resulta de uma proposta apreciada e votada na reunião de Câmara de 5 de fevereiro, com o voto contra do PS, dois votos favoráveis do PSD, que registou uma ausência, e abstenção do vereador do JPM.
Este resultado político permitiu a aprovação do documento sem que o Presidente da Câmara, Januário Cunha, tivesse necessidade de recorrer ao voto de qualidade.
Agora as atenções voltam-se para o debate em Assembleia Municipal e o PS quer fazer valer os votos da oposição para promover alterações orçamentais.
Refere que é oportunidade para reforçar o orçamento de 2026 em áreas estruturais como habitação e educação e escrutinar algumas apostas como a incorporação de 140.200 euros na rubrica Pessoal em regime de tarefa ou avença.
Segundo o Vereador do PS, a revisão orçamental deveria ter sido aproveitada para proceder a uma revisão mais profunda da estrutura do Orçamento Municipal e do Plano Plurianual de Investimentos, “promovendo maior clareza, transparência e responsabilização na afetação dos recursos públicos”.
“Agora, a responsabilidade política está nas mãos dos eleitos do JPM na Assembleia Municipal. Se demonstrarem mais firmeza política do que o Vereador do JPM na Câmara, podem devolver o documento ao Executivo e permitir que o Orçamento e os investimentos para a Murtosa tenham finalmente uma discussão séria entre o poder e a oposição”.