A Assembleia Municipal de Aveiro dá luz verde à expropriação de terrenos necessários à construção do eixo Aveiro – Águead mas avisa que o mais difícil está por favor que é garantir financiamento para a obra.
Decisão tomada por maioria, de forma quase unânime, com 35 votos a favor e uma abstenção do deputado municipal do Livre.
A apreciação e deliberação da resolução de requerer a declaração de utilidade pública da expropriação das parcelas necessárias acabou por abrir o debate em torno dos impactos da obra, dos modelos de mobilidade mas foi o financiamento a dominar a agenda.
O Partido Socialista quis informação sobre o custo atualizado e as fontes de financiamento.
João Sarmento diz que a maioria na Câmara de Aveiro será responsável pelo avanço deste procedimento sem garantias reais (com áudio)
O Livre regista que a utilidade pública invocada para a via não tem paralelo noutras áreas da atividade municipal.
Bruno Fonseca alega que em temas como a habitação há sempre novos estudos e neste caso concreto, de um eixo rodoviário, mobilizam-se todos os meios para responder à empreitada (com áudio)
Luís Souto Miranda assume o risco da aposta.
O autarca esclarece que não será o orçamento municipal a suportar uma obra deste tipo caso falhe o financiamento do Orçamento de Estado ou de fundos europeus.
Ainda assim lembra que a importância deste projeto justifica o risco.
Confia na palavra do Governo que tem dado garantias sobre a intenção de concretizar a obra (com áudio)
Aveiro arrisca na compra de terrenos à espera de verbas para a construção do Eixo Aveiro – Águeda e Luís Souto diz que este é um projeto transformador para Aveiro que vai mudar a face de freguesias mais distantes do centro da cidade.