O LIVRE Aveiro anuncia para breve a entrada na Assembleia Municipal de Aveiro.
Será na próxima sessão ordinária.
Três meses depois da eleição autárquica, Bruno Fonseca prepara-se para a tomada de posse depois do impasse criado pela impossibilidade de uma cerimónia online.
O anuncio surge no dia em que o Livre toma posse sobre a eleição para a CCDRC.
Sem direito a voto, por não integrar a Assembleia, o Partido de Rui Tavares assume não concordar com o método eleitoral.
Reprova a eleição indireta para a Presidência da CCDR Centro.
Considera que esse processo volta a expor um “défice democrático estrutural”, assente em “acordos de bastidores entre PS e PSD”, que transforma cargos de relevância pública em “prémios de carreira política, afastados do escrutínio dos cidadãos e de uma verdadeira escolha da sociedade”.
“A CCDR não pode ser tratada como uma extensão do sistema partidário, nem como um espaço de reciclagem de anteriores autarcas”.
Na questão concreta da eleição de Ribau Esteves, afirma preocupação pelo processo aberto em torno do Cais do Paraíso.
Assumindo a presunção de inocência, entende que as buscas da Polícia Judiciária na Câmara de Aveiro geram preocupação e levam o Livre a dizer não se rever na escolha e no processo eleitoral para a CCDRC.
“Perante esse enquadramento, e independentemente da previsível inevitabilidade do desfecho da votação e eleição do anterior presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, o LIVRE não se revê nesse processo, nem nesse modelo de escolha — que representa mais do mesmo — e votaria Contra.
A rematar a posição adianta que esta foi a última sessão de Assembleia sem o representante do Livre que irá tomar posse em breve.