Rui Dias apela a uma revisão da forma como o poder central olha para o poder local e confia que a presença de ex-autarcas no Governo possa ajudar a qualificar essa relação.
O autarca de Ílhavo discursou no encerramento das III Jornadas do Poder Local este fim de semana na Casa da Cultura.
Numa edição dedicada à descentralização e ao financiamento e na presença do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, ex-autarca de Vagos, Rui Dias não escondeu que perante um quadro crescente de responsabilidades é necessário agir de forma diferenciada no acesso a recursos.
Em declarações recolhidas pelo Diário de Aveiro, o autarca defendeu que não é sustentável continuar de mão estendida.
“Dependemos cada vez mais de recursos que não são nossos e que precisamos de mendigar”.
O presidente da Assembleia Municipal de Ílhavo destaca a realização das jornadas em 2026, ano que celebra os 50 anos do poder local autárquico.
Já com comissão organizadora constituída, Paulo Pinto acredita que o ano se pode tornar marcante para uma reflexão sobre poder local (com áudio)
Fernando Santos Pereira, eleito presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais, defende que a valorização do poder local não depende apenas dos poderes nacionais mas também da articulação que freguesias e municípios conseguirem alcançar.
Lembra que questões como transparência e financiamento tocam vários patamares da administração mas exigem defesa conjunta de ANMP, ANAFRE e ANAM (com áudio)
Com novas competências pela frente e interrogações face ao financiamento, João Almeida, deputado com anos de experiência, interroga-se sobre os modelos em vigor.
Almeida pergunta se fará sentido manter uma estrutura que equipara autarquias com diferentes escalas, serviços e exigências (com áudio)
Imagem: Arquivo