Ílhavo: PS aponta para "desarticulação" na candidatura à DG Artes.

O Partido Socialista afirma que o tempo irá aclarar quem tem responsabilidades na candidatura falhada do 23 Milhas ao apoio da Direção Geral da Artes mas aponta para um quadro de “desarticulação” entre ex e o atual executivo como estando na base do incumprimento de prazos.

Sónia Fernandes admite como possível a falha ao nível da instrução e conclusão do processo durante a transição de mandato autárquico em Ílhavo.

A candidatura que tinha como prazo limite 11 de Novembro de 2025 acabou por coincidir com a transição política.

Perante a troca de acusações entre UpF e PSD, a vereadora socialista aponta responsabilidades a ambos.

Em declarações ao programa “Discurso Direto” Sónia Fernandes admitiu como provável a “desarticulação” entre as principais forças políticas deixando claro que perdeu Município.

Rui Rufino, do UpF, assegura que a equipa que deixou a autarquia tinha lançado as bases da instrução do processo e alertou a nova tutela da cultura para esse facto.

Afirma que as datas e os passos dados ilibam o movimento independente de responsabilidades.

Carlos Pedro Ferreira, do CDS, parceiro de coligação do PSD, fala de um caso que poderá vir a atribuir responsabilidades também ao UpF pela falta de instrução e conclusão do processo.

O representante do CDS no programa “Discurso Direto” faz notar que nos meandros da política se fala de um dossiê gerido ao sabor do calendário autárquico.

Sérgio Sarabando, do Chega, admite que o Município não saiu bem deste processo.

Lamenta que as forças políticas não tenham colocado o interesse da autarquia acima dos seus próprios interesses.

Declarações no debate mantido no passado fim de semana no programa “Discurso Direto” (áudio dos 4 participantes)

O presidente da Câmara de Ílhavo defende-se e responsabiliza o anterior executivo pela falta de apoio da DG Artes.

Rui Dias falou na abertura da reunião de Câmara desta segunda-feira para lamentar as críticas de quem poderia ter feito mais pelo processo.

O autarca recorda exemplos do passado e a herança que Fernando Caçoilo deixou há 5 nos permitindo a aprovação da candidatura que renderia 800 mil euros à autarquia.

Agora diz que não teve por parte da anterior equipa o mesmo tratamento culminando nessa exclusão dos apoios da Direção Geral das Artes (com áudio)