Ílhavo: “Queremos seguir em caminho sustentado, sem pressas, mas com ambição" - Rui Dias (Presidente CMI).

O presidente da Câmara de Ílhavo fala em “sentido de missão” e “serviço publico” num quadro de “governação complexo”, em “cenários externos adversos”, mas com confiança para poder cumprir os compromissos assumidos perante o eleitorado ilhavense.

Rui Dias discursou, pela primeira vez, na cerimónia do Feriado Municipal de Ílhavo, enquanto presidente de Câmara, reafirmando compromisso com a execução do programa sufragado.

Passou em revista o arranque de mandato “sem maioria absoluta” mas com a certeza de que há valores que viabilizam o exercício.

Define “diálogo e ética” como pilares da ação política em “sentido de missão”.

“Governar é servir as pessoas, empresas, clubes, associações, acompanhando os seus sonhos”, resumiu.

Num quadro de fragmentação política, assegura que a chave é “colocar os munícipes acima de qualquer interesse partidário”.

“É isso que temos feito nestes primeiros cinco meses com responsabilidade e sentido ético de missão”.

Rui Dias assegura que tem procurado “honrar” a palavra dada, prestar contas e criar “instrumentos de monitorização das políticas públicas”.

O autarca destacou, ainda, o lançamento de programas que colocam os “mais vulneráveis no centro das políticas”.

Quanto ao quadro geral, evoca o potencial do Município para conseguir ultrapassar a “pressão colocada” por prazos apertados e exigência financeira dos investimentos em curso.

“Herdamos desafios exigentes do PRR com processos complexos, prazos apertados, mas assumimos um compromisso claro: não viramos a cara. Cumpriremos com rigor e ética tudo aquilo a que nos propusemos”.

Fez a defesa de políticas de “proximidade com os cidadãos” como forma de manter a governação “transparente” em cada um dos seus momentos e definiu a educação como estruturante no projeto político.

“Acreditamos que é na educação que se constrói o futuro. Queremos afirmar Ílhavo como território inclusivo e mais justo”.

Sobre investimentos em qualificação e inovação assegura que são a porta para que “ninguém deixe de ter oportunidade de fazer caminho de sucesso por ter nascido do lado errado da vida”.

Destaca a consolidação de ligações à UA, Fábrica da Ciência e PCI como pilares desse projeto no campo da educação e do fomento da cidadania enquanto base do “crescimento coletivo”.

Rui Dias quis realçar a educação como base da formação de “cidadãos livres e responsáveis”.

Referência, ainda, ao simbolismo de Abril, em mês dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, garante de “valores constitucionais”.

Para responder ao mundo globalizado fez a apologia da globalização do nível local e regional na cooperação entre entidades públicas e privadas.

Na economia, destaca a relevância estratégica do Porto de Aveiro e os desafios do projeto de ampliação da barra.

Prometeu seguir vigilante e atento ao processo e às transformações esperadas “comprometidos com o trabalho em rede” (com áudio).

Num discurso mais voltado para dentro do universo municipal, agradeceu o esforço coletivo dos cerca de 600 funcionários, espelhado no reconhecimento dos homenageados desta segunda-feira, funcionários já em condição de aposentados.

“Em nome dos ilhavenses um muito obrigado a todos”, englobando figuras dos agrupamentos de escolas, funcionários e figuras da sociedade civil.

“Queremos seguir em caminho sustentado, sem pressas, mas como ambição. O futuro será construído com todos de forma leal e transparente”, conclui no rescaldo da cerimónia (áudio).

O feriado distinguiu Noémia Maia, José Manuel Cruz Ferreira Rocha, Horácio Labrincha e José Augusto São Marcos Amaral (ex-funcionários municipais), Mário Campolargo, Eduardo Feio, agrupamentos de Escolas de Ílhavo, Gafanha da Nazaré e Gafanha da Encarnação, Manuel João Senos Matias, Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Município de Ílhavo e Inês Matos Filipe

O programa seguiu para a Casa da Cultura de Ílhavo onde foi inaugurada a exposição de fotografia Mar Ausente, de Luís Oliveira Santos.

Mostra documenta o desaparecimento progressivo das secas de bacalhau em Portugal, propondo uma reflexão sobre memória, transformação e perda, a partir de imagens marcadas pela ausência e pela degradação das estruturas outrora associadas a esta atividade.