Ílhavo: "Não há nenhum autarca que tenha gosto em aumentar impostos" - Rui Dias (CMI).

O presidente da Câmara de Ílhavo não está arrependido de ter avançado com a proposta para a subida da taxa de IMI e esclarece que a proposta foi exercício de “responsabilidade” e que não visou qualquer teste ao sentido de voto da oposição que acabaria por chumbar a proposta.

PS e Movimento Independente tinham chumbado a medida em sede de executivo.

Medida que os partidos de suporte à maioria viriam a transformar, já em quadro de Assembleia Municipal, sem alterações, mantendo IMI no mínimo.

Rui Dias afirma que não se sente fragilizado por essa alteração em quadro parlamentar deixando crítica ao PS e ao UpF por assumirem medidas populares mas que não batem certo com a realidade financeira do Município.

Alega que no final serão os Munícipes apagar a fatura e que os encargos com as obras PRR obrigam a esse esforço adicional.

Confrontado com a redução do IMI durante o último mandato, o atual autarca diz que são tempos diferente com desafios diferentes (com áudio)

Rui Dias sem arrependimento na proposta chumbada para o aumento da taxa de IMI.

O autarca lembra que a carga de investimento público é elevada mas está assumida pela nova maioria.

Escolas, centros de saúde e empreitadas da estratégia local de habitação fazem parte de um pacote de obras que se aproxima dos 40 milhões de euros e que obriga o Município a suportar perto de 12 milhões.

O autarca admite que teria seguido outra estratégia mas não revela quais as grandes alterações que teria operado.

Ainda assim não esconde que teria abordado a estratégia local de habitação de forma diferente.

Passos que promete dar logo que estejam fechados compromissos do atual pacote de investimentos (com áudio)

A poucos dias de assinalar os primeiros 100 dias de governação, em conferência agendada para a próxima segunda-feira, dia 9, o autarca reafirma que não procura "desculpas" mas trabalha por soluções para assegurar o cumprimento do programa eleitoral.

Admitiu, em entrevista à Terra Nova, que a única questão que se coloca é de calendário e prioridades mas preparado para responder pelas promessas eleitorais.