Ílhavo: Educação domina estratégia de governação assumida como “responsável, próxima e orientada”.

A maioria que governa o município de Ílhavo assume a educação como aposta estruturante para 2026.

Definido como ano municipal da educação, 2026 destaca-se pela implementação do Programa Municipal de Educação STEAM, articulando Tech Labs, Escola Ciência Viva e o Estaleiro (Estação Científica de Ílhavo), reforço do apoio às Associações de Pais, criação da Escola de Pais Municipal, lançamento do programa “Dar e Receber” para apoio a estudantes universitários ilhavenses e a Escola Digital Municipal, promovendo a aprendizagem ao longo da vida.

Plano e Orçamento aprovados recentemente centram o foco neste setor não apenas pelas obras em escolas mas pelos programas em lançamento.

A maioria assegura espaço para a “valorização de todos os profissionais da educação”.

Em nota sobre Plano e Orçamento, a autarquia destaca a concretização de ideias levadas ao programa eleitoral.

Na Ação Social e Inclusão avançam respostas de proximidade como a Oficina Móvel e o Transporte a Pedido “Ílhavo Cuida”, bem como a implementação de um Programa Municipal de Saúde Dentária.

A valorização dos trabalhadores municipais será concretizada através do programa “Viver Melhor no Trabalho”, integrando medidas de saúde mental, bem-estar, formação contínua e capacitação digital.

O Associativismo, o Desporto e o Voluntariado ganham novo impulso com a realização da Gala do Associativismo, a criação do Gabinete de Apoio ao Associativismo, a atualização da Carta Desportiva, o Plano Municipal de Desenvolvimento Desportivo, a criação do Conselho Municipal do Desporto e o lançamento do Programa Municipal de Voluntariado “Rede Viva Solidária”.

Na área da Juventude e Empreendedorismo, será elaborado o Plano Municipal da Juventude, criado um programa de apoio ao empreendedorismo jovem e disponibilizados espaços de coworking juvenil.

O Planeamento, a Identidade e a Cultura assumem expressão através do avanço da revisão do Plano Diretor Municipal, da criação da Marca Territorial de Ílhavo, do programa “Património Vivo de Ílhavo”, da campanha “A minha terra é…”, da valorização de eventos identitários e da plantação de uma árvore por cada criança nascida no concelho.

Por fim, a governação aberta e de proximidade será reforçada com o lançamento do Roteirómetro, a criação de Provedores Municipais temáticos, a intensificação do contacto direto com os munícipes e o desenvolvimento de uma aplicação móvel municipal, promovendo “transparência, participação e eficiência”.

Rui Dias defende que se trata de “ano de concretização, confiança e compromisso, colocando as pessoas no centro da decisão e construindo, passo a passo, um concelho mais coeso, solidário e preparado para o futuro”.

Com um orçamento global de 67,5 milhões de euros, o Executivo Municipal de Ílhavo assume uma estratégia de governação que afirma como “responsável, próxima e orientada” para resultados concretos na vida das pessoas.

As obras em escolas, nos centros de saúde e no setor da habitação concentram atenções em fase inicial de mandato.

Os mais de 17 milhões de euros aplicados na requalificação dos estabelecimentos de ensino do concelho, os mais de 6,2 milhões de euros para a requalificação do Centro de Saúde de Ílhavo e da Extensão de Saúde da Gafanha da Nazaré e os 10,3 milhões aplicados em complexos de habitação acabam por marcar o decurso deste primeiro ano completo de mandato.

O tema mereceu debate na reunião de Câmara e ficou como marca forte desse início de ciclo na transição de pastas da liderança de João Campolargo para a equipa de Rui Dias.

Investimentos estruturantes que implicam esforço financeiro “muito significativo” por parte do Município de Ílhavo, que alega a necessidade de assegurar, ao longo de 2026, a “componente não financiada por fundos comunitários, bem como custos adicionais decorrentes de revisões de preços, trabalhos complementares e aquisição de equipamentos essenciais ao funcionamento de escolas e unidades de saúde”.

O Município justifica essa visão prudente com o esforço financeiro estimado em mais de 11 milhões de euros, incluindo cerca de 2,5 milhões de euros “relativos a encargos imprevistos à data da contratualização das obras”.

“Trata-se de um impacto relevante na estrutura de despesas municipais, que condiciona, de forma objetiva, a capacidade de investimento noutras áreas da ação autárquica no início deste mandato”, refere nota da autarquia.