A execução de projetos PRR continua a dominar as contas do Município de Ílhavo e as forças representadas no executivo assumem o momento com deliberação favorável ao relatório de 2025, no final do trajeto político de 4 anos do movimento independente "Unir para Fazer" (UpF) em funções executivas.
PSD e UpF votaram a favor e a vereadora eleita pelo PS optou pela abstenção.
Atuais e ex-gestores falam de um ano de fluxos financeiros ao ritmo das obras financiadas em escolas, centros de saúde e habitação.
Com o PRR a consumir recursos e a gerar fluxos financeiros para os cofres da autarquia, a maioria agora liderada por Rui Dias, admite que há cuidados a ter com pagamento dos investimentos na componente não financiada que ascende a 12 milhões de euros e com o calendário para verificar quais as alternativas para obras não concluídas até 31 de agosto de 2026.
O ano 2025 deixa marca com aumento da divida a fornecedores (1,3 milhões de euros) e subida de receitas na ordem dos 2,1 milhões.
A receita, na casa dos 51,7 Milhões de euros, apresenta uma taxa de execução na ordem dos 63,2% e a despesa, na casa dos 50,7 milhões, apresenta uma taxa de execução de 62%.
Deu-se uma ligeira queda na execução associada à concretização de projetos PRR e nos pagamentos associados aos autos de medição o que atrasa a entrada de recursos.
O IMT desempenha papel de relevo na evolução da receita com aumento de 2,1 milhões.
A autarquia regista aumentos na despesa ao nível dos fornecimentos, custos energéticos (Petróleo) e atualizações salariais e progressões na carreira.
O resultado liquido fixou-se em 2,1 milhões de euros, num valor que segue em linha com o crescimento das receitas de IMT.
Rui Dias apresentou os dados principais e não esconde que o Município segue ao ritmo das obras financiadas por fundos europeus.
Para o autarca de Ílhavo trata-se de uma "dependência" expressa nos dados (com áudio)
As contas de 2025 estiveram em foco com o movimento independente Unir para Fazer a fazer balanço ao legado do seu último ano de mandato.
João Campolargo deixou uma panorâmica sobre os 4 anos de presidência e destaca o que define como capacidade para fazer crescer a receita ao longo dos quatro anos num valor que em termos globais atingiu os 132 milhões de euros no quadriénio.
Destaca o legado como positivo e avisou para os risco externos da situação política internacional, procurando justificar a prudência colocada nos exercícios concluídos em 2025 e que terminaram com a derrota nas eleições autárquicas.
O ex-presidente de Câmara fala de uma situação financeira desafogada que permitiu reduzir o IMI para o mínimo e alavancar a capacidade de endividamento (com áudio).
A vereadora eleita pelo PS entende que está fechado o ciclo político 2021-2025.
Sónia Fernandes lembra que a avaliação foi feita pelo eleitorado e o “ciclo político fechado”.
Sobre o tempo presente, ainda marcado pelas obras PRR, afirma “preocupação com atrasos” e avisa o executivo da AD que foi eleito para dar novo impulso às políticas (com áudio).