“É estranho e absurdo que o UPF venha assumir posição de confronto e populismo em relação a iniciativas promovidas pelo atual executivo" - PSD de Ílhavo.

A concelhia de Ílhavo do PSD contesta a leitura do movimento independente “Unir para Fazer” sobre “ética na comunicação política”.

Reage ao comunicado em que o movimento que foi poder municipal entre 2021 e 2025 e que, agora, se encontra na oposição, contesta o recurso a suportes municipais para garantir o acompanhamento da execução de promessas eleitorais.

Para a concelhia Social Democrata essa reação é própria de quem não conseguiu esse grau de transparência.

“É natural que a transparência, clareza e frontalidade na gestão do Município protagonizada pelo atual Executivo incomode o UPF porque espelha, precisamente, o contrário do que foi o último mandato autárquico, com uma Câmara fechada aos munícipes, com os gabinetes e as gavetas fechadas a sete chaves e o constante recursos à demagogia e ao populismo que encapotava a realidade e a inoperância, a ineficácia e a paralisia do Município”.

A estrutura liderada por Luís Diamantino faz exercício de memória e devolve a crítica.

Recorda o mandato de João Campolargo a quem acusa de ter confundido os diferentes planos da comunicação política.

“Transparência que não ficou tão clara no último mandato quando, aí sim, foram usados meios e dinheiros públicos na propaganda, promoção comunicacional e imagem pessoal do anterior Executivo”.

As críticas a iniciativas como o Roteirómetro que permite a monitorização do cumprimento de promessas eleitorais e a apresentação do programa do ano municipal da educação mereceram referências do UPF que o PSD contesta em nova comparação com o exercício terminado em 2025.

“É estranho e absurdo que o UPF venha assumir uma posição de confronto e populismo em relação a iniciativas promovidas pelo atual executivo, como o caso da Carta de Bordo para o Ano Municipal da Educação, quando durante os últimos quatro anos afiguraram-se inenarráveis as pompas e circunstâncias constantes a propósito de tudo e mais qualquer coisa, as diversas presenças em Ílhavo de elementos do Governo ou, até, ao espaço reservado a antigos membros do Governo na Revista Ílhavo”.

Para os sociais democratas, a definição de competências e áreas de ação entre executivo e partido é assumida como clara.

Em nota de apoio às medidas lançadas pelo Executivo Municipal de Ílhavo, afirma concordância com a criação de mecanismos e meios de transparência, que “promovam o sentido crítico dos munícipes” e proporcionem "formas de escrutínio público" do que é a gestão municipal.

Quanto à legitimidade do programa sob escrutínio defende que os ilhavenses foram claros na escolha.

“Os Ilhavenses não compreenderiam, nem aceitariam, que a maioria que governa a Câmara Municipal de Ílhavo rasgasse ou colocasse na gaveta as propostas, os projetos e os objetivos que foram traçados e apresentados durante a campanha eleitoral, porque foi este Roteiro para um Futuro Maior para Ílhavo que os eleitores escolheram para a nossa governação autárquica nos próximos quatro anos (pelo menos)”.