Ainda não está definido o voto mas o Chega adianta desilusão pelo Plano e Orçamento da Câmara de Aveiro para 2026 que será apreciado e votado na manhã desta terça-feira em reunião pública.
Os documentos chegaram às mãos dos vereadores eleitos e Diogo Soares Machado admite, na primeira leitura, desilusão por não ver qualquer marca do novo executivo.
Assume que “mais de 90% do Orçamento está refém dos compromissos” assumidos pelo anterior Executivo Municipal, nos “últimos 8 meses de mandato”.
“O atual Presidente e o seu Executivo estão absolutamente manietados, sem qualquer margem de manobra para implementar as suas políticas, caso eventualmente as tivessem”.
Diogo Machado saúda a abertura para a implementação da videovigilância mas considera que a abordagem é “imberbe e claramente insuficiente” e lamenta a abordagem ao plano de recuperação de rodovias, ciclovias e passeios e a falta de referência à reformulação da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e ao estudo dos fluxos de trânsito, rodoviário, pedonal e ciclista.
Atendendo à contestação apresentada em dossiês como os Planos de Pormenor do Cais do Paraíso e do Parque Desportivo de Aveiro, Pavilhão Oficina do Desporto e obras de remodelação da avenida Dr Lourenço Peixinho, o vereador explica que à primeira vista não tem motivos para deixar passar o orçamento mas reserva uma tomada de posição para amanhã.
“O sentimento é de deceção e desilusão. Dizia o agora Presidente, então candidato, que a sua candidatura era uma candidatura de continuidade e muita inovação. A continuidade está mais que à vista, tão à vista que nos apetece perguntar, afinal, quem é o Presidente da Câmara. Da inovação apregoada, nem sinal, por fraquinho que fosse”.