Depois do setor dos transportes, o BE aponta baterias aos serviços de fornecimento de tecnologia à Universidade de Aveiro pelas ligações ao setor militar Israelita.
A concelhia de Aveiro apela a um corte nessas ligações tal como tinha feito com o setor dos transportes que servem a região de Aveiro.
Revela que a Universidade de Aveiro entregou a sua VPN à empresa de software Check Point Software Technologies, “uma das maiores empresas israelitas, com sede em Telavive e que tem ligações às forças armadas, aos serviços secretos e aos produtores de armas de Israel”.
O Bloco apela ao abandono dos serviços desta empresa.
Lembra que o controlo de VPN coloca os dados de navegação e emails visíveis para o fornecedor o que para o BE significa que o tráfego de internet escoado através da VPN da Universidade de Aveiro, passe por Israel, “controlado por uma empresa com elos estreitos com o governo israelita, podendo os conteúdos serem analisados e armazenados, violando a privacidade e a segurança da instituição, dos seus funcionários e dos seus alunos”.
O Bloco de Esquerda considera que este VPN “coloca em risco a segurança de toda a comunidade académica” e lamenta que a Universidade de Aveiro “recorra a uma empresa com ligações ao fabrico de armas, usadas contra o Direito Internacional e contra os direitos humanos, para serviços e infraestrutura críticos da internet da Universidade”.
“A Universidade de Aveiro tem história no desenvolvimento da internet em Portugal e tem obrigações éticas para com os direitos humanos que a devem levar ao abandono desta empresa”, conclui o BE que faz ligação entre a Check Point e o estado por via da “colaboração estratégica” e do consórcio com a Israel Aerospace Industries (IAI), empresa propriedade do Estado Israelita e que é uma das grandes produtoras de armas para as forças armadas desse país.
A intervenção na Palestina e o mais recente conflito com o Irão e o Líbano merecerem a contestação do BE por acontecerem ao arrepio do direito internacional.