Aveiro: “Aquilo que hoje se torna evidente demonstra a fragilidade da solução construída" - IL.

A Iniciativa Liberal fala em “sérias dúvidas quanto à coerência política e à transparência do atual processo de governação municipal” em Aveiro.

Reage à chamada do vereador do Chega a funções executivas e diz que está dada uma “machadada” no executivo aveirense.

Estrutura local da IL, defende que a “construção de maiorias deve assentar em bases claras, escrutináveis e politicamente consistentes, não em entendimentos de circunstância que surgem à margem do debate público”.

Lembra que optou por não integrar a coligação liderada por Luís Souto “com sentido de responsabilidade e independência, sem necessidade de dramatizações públicas, mas com a convicção de que Aveiro precisava de um projeto político mais claro, coerente e previsível”.

Ao fim de seis meses e com a decisão agora conhecida, reforça a sua posição tomada antes das eleições de Outubro de 2025.

“Aquilo que hoje se torna evidente demonstra a fragilidade de uma solução construída sem verdadeiro alinhamento estratégico e sujeita a reconfigurações em função de conveniências momentâneas”.

As divisões entre PSD e CDS também são notadas pela IL que olha para CDS-PP e PPM como remetidos a uma “posição irrelevante e sem influência efetiva nas decisões estruturais”.

“Esta realidade evidencia uma coligação onde nem todos contam por igual e onde alguns parecem existir apenas para validar decisões tomadas por outros”.

Já quanto ao Chega nota a incongruência de quem anunciava mudança e acaba integrado em projeto de continuidade.

“No fim do dia o partido Chega, que apregoou durante a campanha eleitoral que iria revolucionar a Câmara Municipal de Aveiro, acaba por apoiar um executivo que se afirma de continuidade e que teima em não mostrar qualquer inovação em relação ao passado”.

Lembra que Aradas já tinha mostrado o primeiro sinal dessa aproximação.

Agora que o Chega entra em funções executivas, a IL assume a liderança da “alternativa política”.

“A Iniciativa Liberal não está, nem estará, a reboque de terceiros. A nossa ação política pauta-se por autonomia, independência, clareza e responsabilidade. Não participamos em soluções pouco transparentes nem em jogos de bastidores orientados exclusivamente para a obtenção de poder”.