Aveiro: PS continua a pedir resposta sobre não contestação à suspensão do PP do Cais do Paraíso.

O Cais do Paraíso regressa à Assembleia Municipal de Aveiro num debate sobre política e justiça.

Choque de ideias entre a bancada do PS e a maioria liderada por Luís Souto Miranda promete arrastar-se ao longo do mandato.

O autarca admite abertura para receber o investidor interessado em investir naquela área mas não escapou às críticas das bancadas da oposição pela falta de esclarecimentos sobre a gestão do dossiê e por não estar a aproveitar a abertura do investidor para reformular o eventual projeto para um hotel com até 12 pisos.

A gestão de processos judiciais foi o mote para o discurso das bancadas do PSD e do PS.

Catarina Barreto, eleita pela AD e presidente da Junta de Aradas, abriu o debate citando o histórico de providências cautelares, no caso do Conservatório para evitar a demolição da antiga sede da CERCIAV, e que não teve acolhimento do Tribunal.

Acusa o principal partido de oposição de tentativa de bloqueio e de instrumentalizar a justiça.

A autarca fala em “expediente” para atrasar processos e acusa o PS de fazer “política” com recurso aos tribunais (com áudio)

Na resposta, Cláudia Cruz Santos, do PS, conduziu a intervenção para o Cais do Paraíso.

Diz que a autarquia que contestou a providência cautelar no dossiê do conservatório é a mesma que não reage ao Cais do Paraíso depois do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro ter suspendido a eficácia do Plano de Pormenor para aquela área.

E sem queixas quanto ao "bloqueio" do processo.

Cláudia Cruz Santos falou ainda sobre a falta de diálogo com o investidor para o Cais do Paraíso que estaria disponível para debater a revisão dos termos do projeto para aquela área.

Questiona o silêncio da autarquia sobre essa porta que se abriu mas que a maioria parece não querer atravessar (com aúdio)

Luís Souto Miranda, acusado de não prestar esclarecimentos e de não mostrar abertura para reunir com o investidor interessado no Cais do Paraíso, fala em mudança nas teses apresentadas pelo PS.

O autarca não explicou o porquê de não contestar a providência cautelar apresentada pelo Ministério Público e passou ao ataque acusando o PS de passar de crítico do investimento a defensor do empresário interessado em construir um hotel no Cais do Paraíso.

Citou uma declaração pré-eleitoral em que o candidato do PS fala em cheiro a “lavagem de dinheiro” para criticar o que diz ser a nova posição dos socialistas (com áudio).

Luís Souto Miranda confirmou, ainda, que vai reunir em breve com o investidor para falar sobre o Cais do Paraíso.