O Presidente da Câmara de Aveiro afirma-se satisfeito com a forma como o executivo tem sabido trabalhar nas suas diferentes facetas e sem dar atenção às bandeiras partidárias.
Luís Souto Miranda falava na sessão de Junho da Assembleia para comentar as críticas de partidos da oposição que notaram a ausência de referências ao acordo com o Chega no relatório sobre a atividade municipal no último trimestre.
João Paixão, do Livre, regista mudanças que estão espelhadas no debate municipal.
Nota que o Chega mais crítico do início de mandato mudou de registo.
Sublinha que muitos dos temas fraturantes deixaram de fazer parte da agenda.
O Chega respondeu de pronto.
Armando Grave aludiu à antiga “geringonça”, montada por António Costa, para dizer que no passado não foram encontrados pontos de crítica onde agora tudo é motivo para questionar a entrada do Chega no executivo municipal de Aveiro em funções executivas.
Uma interação que surgiu na primeira sessão de Junho no ponto dedicado a analisar a atividade municipal (com áudio).
Fernando Nogueira, deputado do PS, nota que alguns meses depois de negociações e acordo não se conhecem os termos desse “casamento”. (com áudio).
O vogal socialista regista o "congelamento" de dossiês que separavam as forças políticas e a introdução de um terceiro elemento no acordo de base feito com o CDS.
Questões como avenida, Cais do Paraíso e Escola Homem Cristo saíram da agenda.
O PS diz que as linhas vermelhas perderam cor e os assuntos caíram no esquecimento e lança o apelo a Luís Souto para que esclareça os termos desse acordo (com áudio).
Na resposta, o autarca admite que não colocou o tema do acordo por considerar que não é assunto para partilhas públicas.
Diz que nunca o fez no tempo da geringonça e que também não o iria fazer agora.
Em defesa da coesão do executivo assegura que há concórdia e trabalho de equipa.
Luís Souto afirma que o trabalho corre bem. (com áudio)