O acordo entre PSD e Chega para a integração do vereador Diogo Soares Machado na equipa governativa continua a provocar reações.
Agora o PCP que deixou de ter assento na Assembleia Municipal mas que continua a analisar a vida política aveirense afirma que a mudança autárquica em Outubro de 2025 acabou por não apresentar “vantagens” para o Município.
Numa análise ao trabalho da nova maioria, os comunistas afirmam que tem vindo a acentuar-se a “degradação das condições de vida e das populações no Concelho de Aveiro”.
Sobre o acordo entre PSD e Chega fala em “calculismo” e “oportunismo” político”, “sem qualquer programa ou relação com a resolução dos problemas municipais”.
“Este acordo, fundado sobre declarações, ainda em campanha eleitoral, em que ambas as partes rejeitavam qualquer futuro entendimento, não se coaduna com o respeito democrático pelos munícipes e revela-se como novo caso de distribuição de pelouros e lugares apenas para garantir uma maioria nos órgãos autárquicos municipais, que permita à coligação PSD-CDS executar o seu programa sem entraves”.
Para o PCP, este é um acordo que deve olhado com atenção no país por fazer parte de uma tendência nacional de “convergência entre PSD-CDS, tanto em Aveiro como no País, no projeto reacionário e contra a democracia representado pelo Chega”.