Autárquicas: PS vê fragilidade na coligação mas Luís Souto diz que acordo é "frustração" para o PS

O acordo autárquico entre PSD, CDS e PPM desencadeou uma troca de palavras entre socialistas e Social Democratas.

A assinatura de acordo em que está assumida a candidatura de Luís Souto Miranda e a indicação pelo CDS do candidato à Assembleia Municipal levou o socialista Filipe Neto Brandão a dizer que a opção demonstra a fragilidade da candidatura.

O deputado socialista lembra que desde 2013 os cabeças de listas aos órgãos municipais cabiam ao PSD.

Neto Brandão diz que estão à vista as dificuldades.

“Que o CDS tenha aproveitado a fraqueza da candidatura para obter vantagens circunstanciais, não me surpreende. Que o PSD tenha cedido a tal pretensão, isso sim, surpreende-nos a todos, e apenas demonstra que a candidatura do PSD de Luís Souto Miranda - que surge contra a vontade expressa do ainda presidente da Câmara Municipal, eleito pelos mesmos três partidos - nasce muito mais débil do que a priori suporíamos”.

O cabeça de lista à Câmara de Aveiro responde e diz que felizes ficam os que “não querem de volta o pesadelo socialista sobre a Câmara Municipal de Aveiro” e diz que a assinatura do acordo é uma “frustração do PS que tudo aposta numa divisão no campo adversário”.

Luís Souto Miranda diz que foi mantido o referencial de acordos anteriores.

“Este Acordo ao contrário do que se tenta maldosamente propagar, tem como referencial os termos dos acordos anteriores que sempre deixaram em aberto dois cenários, sendo um deles a possibilidade de ao CDS ser atribuída a posição de candidato a presidente da Assembleia Municipal. Ninguém perde e todos ganhamos e sobretudo ganharão os aveirenses como mais à frente se perceberá”.

O candidato passa ao ataque e diz que Neto Brandão foi derrotado, por si, na corrida à Assembleia Municipal e nunca de propôs assumir uma candidatura à Câmara Municipal.

Acusa Filipe Neto Brandão de ter passado “um terço da sua vida entre cargos de nomeação política e eterno candidato pelo PS pelo círculo de Aveiro” e o PS de a nível municipal não ter “sido capaz de encontrar ninguém, mas ninguém mesmo, senão o seu candidato de há 20 anos atrás que, como o próprio sempre disse publicamente, só iria se não houvesse mais ninguém”.