Alberto Souto Miranda defende o relançamento do concurso de ideias para a antiga lota.
O candidato do PS que suspendeu mandato mantém-se ativo na oposição com sugestões que gostaria de ver aplicadas pela nova liderança municipal.
Fala em “embrulhada processual” com o concurso de ideias para a lota e o ajuste para o loteamento que Ribau Esteves deixou despachado antes do final do mandato.
O antigo autarca diz que o ideal seria relançar o concurso de ideias com um “programa ambicioso do ponto de vista da sua sustentabilidade, constituindo um júri credível e seguindo um processo transparente”.
Recorda as décadas de abandono do local, a existência de um plano pólis assinado por Nuno Portas e que data de 2005, a revogação nos mandatos de Ribau Esteves e o lançamento do concurso de ideias.
Alberto Souto diz que a ideia vencedora é “má” e o processo de loteamento uma “embrulhada processual”.
Explica que ficou a faltar o projeto-base de arquitetura e os estudos geotécnicos e alega que o prazo contratual para o loteamento é 31 de Dezembro de 2025 dependente do projeto-base e dos estudos.
“Enfim, 700mil euros contratados com os pés, sem concurso e sem cabeça, dolosamente na véspera do acto eleitoral. Este pontapé na gramática procedimental pode servir para o novo presidente emendar a mão, quer a procedimental, quer a substantiva: a solução que ficou prevista para a ocupação daqueles 15 hectares tem muita construção e pouquíssimas zonas verdes. Deve ser o contrário: uma zona verde extensa e alguma construção, além da zona náutica e do novo pavilhão do SC Beira-Mar”.