Ílhavo: Jovens desafiados a agarrar sonhos de Abril.

Mensagem aos jovens do Município de Ílhavo na celebração dos 52 anos do 25 de Abril.

Dirigentes políticos da Assembleia e da Câmara Municipal desafiam os mais novos a apresentarem uma visão crítica sobre a sociedade e a fazerem dessa visão mote para a participação na vida política.

No dia em que a autarquia distinguiu os agrupamentos de escolas com informação documental que permite aprofundar conhecimento sobre a revolução do Cravos, os discursos acentuam a importância da formação e da participação cívica e o lugar dos mais jovens para fazer cumprir Abril inacabado.

O autarca de Ílhavo, Rui Dias, afirma que a sociedade civil não pode viver no silêncio.

Para o presidente de Câmara ficam os riscos de adormecimento (com áudio)

Evocação de Abril na Assembleia Municipal de Ílhavo com mensagem dirigida aos mais jovens.

Na abertura da sessão, o presidente da Assembleia Municipal daria o mote “convocando” os jovens para esse desígnio.

Paulo Pinto Santos lembra que as memórias da revolução, vividas na primeira pessoa, já só existem para “adultos” com mais 60 anos.

Define o combate ao desconhecimento e o incentivo à participação como propósitos da política atual (com áudio).

Os cinco grupos parlamentares passaram pelo tema e ninguém ficou indiferente ao papel reservado às novas gerações.

Como quem convoca para tomar as rédeas os partidos e movimento com assento na Assembleia assumem esse desafio (com áudio).

António Pinho, do CDS, defende que esse caminho é também a via para reduzir as “fraturas” que continuam vivas na sociedade portuguesa.

Pinho fez a defesa do combate ao radicalismo e em defesa da “liberdade responsável” para reduzir ou eliminar tensões entre “direita” e “esquerda” (com áudio)

Maria Graça Oliveira, do movimento independente Unir para Fazer, fala em ameaça de retrocesso.

Nota a sociedade dividida entre a falta de liberdade ou a liberdade que não encontra barreiras na linguagem e no discurso político roçando o insulto.

Tomás Louro, do Chega, alega que falar de Abril e dos jovens deve também recordar à classe política que essas são algumas das principais vítimas de uma revolução ainda por cumprir.

Temas como a emigração, imigração e criminalidade entraram no discurso do representante do Chega que defende um olhar atento sobre expetativas e realidade dos jovens.

Luís Leitão, do PS, reforça o desafio aos jovens que classifica como “exigentes” mas também como os que sofrem com os desafios de uma democracia imperfeita.

Lembrou dificuldades nos campos da habitação, estabilidade profissional e salários.

Matilde Figueiredo representou a bancada do PSD.

Uma voz jovem que recorda o propósito do ano municipal da educação como alavanca para cuidar dos valores da democracia.

Sessão solene dos 52 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974 contou com intervenções de três jovens em representação dos três agrupamentos de escolas do Município, exortações do Comandante Mário Simões Teles e do antigo Reitor da UA, Manuel Assunção, bem como a música alusiva à data a cargo da Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré.