O Movimento Democrático de Mulheres toma posição sobre o encerramento da fábrica de calçado Ecco, em Santa Maria da Feira.
Para o núcleo de Aveiro do MDM este é um processo transformado em “mais um drama social, em que as mulheres, a maioria da mão-de-obra, são as principais atingidas”.
Manifesta “profunda preocupação e indignação” face ao encerramento da fábrica com cerca de 600 trabalhadoras e trabalhadores, a terceira maior do país neste setor.
“Num território onde o emprego industrial feminino é fundamental para a autonomia económica das mulheres e para a sustentabilidade das famílias, o encerramento desta unidade representa um golpe severo nos direitos das trabalhadoras e na economia local”, afirma o MDM.
O quadro é tanto mais grave quanto há economias familiares dependentes dos salários dos membros do agregado familiar.
“Agravando esta realidade, na empresa trabalham vários casais, pelo que o despedimento coletivo atinge famílias inteiras de uma só vez, com proporções sociais alarmantes. O impacto não se resume à perda de rendimentos, pode pôr em causa a estabilidade familiar, o acesso à habitação, à saúde, à educação e afeta dramaticamente o próprio tecido social da região”.
Em nota divulgada esta terça-feira, o MDM pede o cumprimento de todos os direitos laborais e sociais das pessoas despedidas, sem discriminações; a criação de respostas de requalificação profissional, apoio ao emprego e proteção social adequadas à dimensão da crise e o envolvimento do Governo, da autarquia e das entidades regionais num plano de emergência, com medidas de apoio às famílias e à economia local.