Amaro Freitas, o pianista e compositor brasileiro que leva o jazz para novos lugares, nas palavras do jornal “The New York Times”, e a trombonista e cantora catalã Rita Payés que vai ser acompanhada pela Orquestra Filarmonia das Beiras, atuam no Campus Jazz 2026. Estes concertos (a 21 e 22 de maio) e as respetivas masterclasses (dia 20) são etapas desta aventura pela divulgação, estudo e ensino do jazz promovida pela Universidade de Aveiro (UA).
O concerto de Amaro Freitas Trio, inicialmente agendado para o dia 20 de maio, acontecerá no dia 21, às 21h30, no auditório Renato Araújo. Os bilhetes adquiridos para a data anterior mantêm-se válidos para a nova data (21 de maio). O reembolso pode ser solicitado até ao dia 20 de junho de 2026. O pedido de reembolso deve ser feito para ajuda@bol.pt, no caso dos bilhetes comprados online. Para os bilhetes adquiridos em loja, o reembolso deve ser solicitado no local onde se efetuou a compra.
O concerto de Rita Payés, já com lotação esgotada, será a 22 de maio, às 21h30, no auditório Renato Araújo. As masterclasses de Amaro Freitas e Rita Payés, abertas a estudantes, músicos e público interessado, estão ambas marcadas para o mesmo dia (20 de maio), no mesmo local (auditório do CCCI, Departamento de Comunicação e Arte), mas em horários diferentes: 18h00 (no caso de Rita Paýés) e 21h30 (Amaro Freitas).
Amaro Freitas, reconhecido pianista brasileiro e um dos principais nomes do jazz da atualidade, apresenta-se em trio, com Sidiel Vieira no contrabaixo e Rodrigo Braz na bateria; juntos farão uma viagem sonora por temas dos seus álbuns “Sangue Negro”, “Rasif” e “Sankofa”, bem como pelo mais recente disco a solo “Y’Y”, cujos temas são aqui reinterpretados para o formato trio.
“Y’Y” teve destaque na imprensa especializada um pouco por todo o mundo, incluindo no New York Times, que se refere ao artista como um compositor que está a levar o jazz para novos lugares.
O concerto é um fluxo musical sem fronteiras que conecta, com naturalidade, as diásporas da cultura afro-brasileira à vanguarda do jazz; há espaço para um momento a solo, no qual Amaro Freitas trabalha novas texturas, inspiradas no piano de John Cage e na obra marcante do percussionista Naná Vasconcellos. Ao vivo, Amaro Freitas proporciona uma experiência musical e emocional única, inspirada pelos sons da natureza e por toda a brasilidade do seu piano trio.
A este percurso junta-se ainda a energia do seu mais recente trabalho colaborativo, em que Amaro Freitas se cruza com duas das vozes mais marcantes da música lusófona contemporânea: Dino d’ Santiago e Criolo. Este projeto reforça a dimensão política, espiritual e identitária da música de Amaro Freitas, aprofundando o diálogo entre jazz, canção popular, palavra e herança afro-atlântica, num gesto artístico que transcende géneros e fronteiras, e que confirma o pianista como uma das figuras mais inquietas e relevantes da música atual.
Em linha com os princípios da sustentabilidade adotados na UA e da norma ISO 20121, nesta edição do Campus Jazz, o concerto de Amaro Freitas integrará um conjunto de recursos dirigidos a pessoas com algum tipo de limitação de acessibilidade.
Para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, designadamente coletes hápticos, sistema Ring Loop (emissor Bluetooth para aparelhos auditivos), ecrãs com legendagem automática em tempo real e intérprete de Língua Gestual Portuguesa (LGP), de forma a assegurar uma experiência cultural mais inclusiva para todos os públicos.
Para pessoas cegas ou visão reduzida disponibiliza-se uma audiodescrição do Átrio da Reitoria, bem como do Auditório Renato Araújo, o que permitirá, nestes casos, compreender o espaço e a sua configuração, tornando estes participantes mais autónomos.
Se tem uma necessidade específica relacionada com acessibilidade (ex.: deficiência visual, auditiva, intelectual, mobilidade reduzida, perturbações sensoriais, entre outras), entre em contacto, com antecedência para apoio adequado: campusjazz@ua.pt, 925 773 988 (Atendimento nos dias úteis, das 10h00 às 17h00).
A trombonista, cantora e compositora catalã Rita Payés apresenta-se com a Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB), num encontro singular que cruza a intimidade do jazz contemporâneo com a riqueza expressiva do universo sinfónico. A direção da OFB cabe a Rita Castro Blanco, maestrina portuguesa que tem consolidado experiência e interesse em variados campos musicais, incluindo a música contemporânea e ópera.
Reconhecida pela delicadeza da sua voz, pela maturidade musical precoce e por uma escrita profundamente emotiva, Rita Payés constrói um repertório onde o jazz dialoga com a música clássica, a canção de autor e as raízes mediterrânicas. Nesta colaboração especial, as suas composições ganham uma nova dimensão através de arranjos orquestrais que ampliam o seu carácter lírico e introspetivo, criando um espaço de escuta envolvente e sensível.
Este concerto propõe uma experiência única, marcada pela elegância, pela proximidade emocional e pelo encontro entre linguagens musicais, reafirmando o Campus Jazz como um lugar de diálogo, criação e cruzamento de mundos sonoros.
Rita Castro Blanco, que vai dirigir a OFB, é atualmente maestrina assistente da City of Birmingham Symphony Orchestra, pela segunda temporada consecutiva. Colabora regularmente como assistente de vários maestros de renome, tais como Nuno Coelho (Orquestra Gulbenkian, JONDE), Joana Carneiro (Orquestra Sinfónica Portuguesa) e Clark Rundell (Orquestra Gulbenkian). Tem trabalhado e participado em masterclasses com os mais conceituados mastros e pedagogos e orquestras internacionais. Os seus mais recentes compromissos incluem concertos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica da Casa da Música, FIO e Staatstheater Darmstadt.